
Estelle Valente
A Companhia de Dança de Clara Andermatt juntasse de novo ao compositor João Lucas e estreiam esta noite no Teatro S. Luiz em Lisboa, "Parece que o Mundo"
Clara Andermatt e João Lucas e a companhia estiveram numa residência artística em Montemor para lerem em conjunto Palomar de Italo Calvino, não para verterem o livro para o espectaculo mas para seguirem o ponto de vista, a intuição e olhar metódico o amplo cosmo e o nosso interior. As conclusões que tiramos, a perceção que temos das coisas, a maneira como nos posicionamos e como olhamos para dentro e para o mais largo, a criação parte do grupo de bailarinos mas também dos musicos que são chamados a movimentarem-se, um outra ideia de posição no espetáculo diz o pianista e compositor João Lucas. Apesar de a observação ser de dentro e de fora, ou seja olharmos para nós e para o cosmo, nesta peça Parece que o Mundo, é mesmo para olhar para fora. Em Palomar de Italo Calvino onde foram beber para este espectaculo, o ssenhor Palomar morre e só a morte dá sentido ao cosmos porque Palomar, como morto, já não poderá interferir no exterior, está tudo acabado, mas aqui no espectaculo, ficam antes da morte.
direção Clara Andermatt | cocriação Clara Andermatt e João Lucas | intérpretes Ana Moreno, Felix Lozano, Gil Dionísio, Joana Guerra, João Madeira, Jolanda Löellmann e Liliana Garcia | cenografia Artur Pinheiro | figurinos Ana Direito | desenho de luz José Álvaro Correia | banda sonora eletrónica Jonas Runa | produção Companhia Clara Andermatt | coprodução São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto, Cine-Teatro Louletano | apoios O Espaço do Tempo, Musibéria, Estúdios Victor Córdon CNB-TNSC, Jazzy Dance Studios, Playbowling de Cascais, Teatro do Bairro.
Parece que o Mundo, da Companhia de Clara Andermatt com o compositor João Lucas, estreia esta noite no Teatro S.Luiz, e fica apenas hoje amanhã, às 21h00 e no sábado às 17h30.