Ministra pede "equilíbrio" entre DGPC e sindicatos para contratação de arqueólogos

Graça Fonseca admite que é preciso chegar a um acordo entre o que é reivindicado pelo sindicato e a posição inicial da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

A ministra da Cultura reconhece a necessidade de contratar mais trabalhadores para a Direção-Geral do Património Cultural, mas sublinha que não pode aceitar todas as exigências dos sindicatos.

O Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia reivindica a entrada de 49 trabalhadores, enquanto Graça Fonseca especifica que é preciso "abrir novos lugares de quadro para arqueólogos", mas não se compromete com números.

É preciso um "equilíbrio", "nem tudo o que os sindicatos reivindicam, nem apenas a posição de base da DGPC", esclareceu, frisando que "não é só na cultura que há falta de recursos humanos, há um pouco por todo o Estado, e portanto temos de fazer isto de forma programada e calendarizada".

Esta terça-feira, cerca de duas dezenas de trabalhadores de Arqueologia da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) estiveram concentrados em Lisboa para alertar para a situação de "rutura" no setor e exigir o reforço dos recursos humanos.

Os trabalhadores organizaram um piquete nas futuras instalações do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), para coincidir com a apresentação do mecanismo financeiro EEA Grants para a Cultura, que contará com a presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

A dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia Jacinta Bugalhão disse à agência Lusa que a greve regista hoje uma adesão de 70%.

As principais reivindicações destes trabalhadores prendem-se com melhores condições de trabalho e um reforço dos recursos humanos da instituição, que dizem ser muito insuficiente e estrutural.

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