Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

Vamos ler. Hoje é o Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

Plano Nacional de Leitura assinala o dia com iniciativa que junta jovens em Alcochete. "Para quem não sabe ler, ler em voz alta traz tudo, ou quase", diz a comissária Teresa Calçada.

Assinala-se, esta sexta-feira, dia 1 de fevereiro, o Dia Mundial da Leitura em Voz Alta. É uma iniciativa criada pela LitWorld, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo permitir aos jovens de todo o mundo um maior contacto com a leitura, a escrita e a narrativa.

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Neste dia, a nível global, chama-se a atenção para a importância de ler em voz alta, de partilhar histórias e da necessidade de encarar a alfabetização como um direito humano, em Portugal, a data é assinalada no Fórum Cultural de Alcochete com uma iniciativa promovida pelo Plano Nacional de Leitura 2027, pela autarquia, pelo Agrupamento de Escolas de Alcochete e pela ANDANTE - Associação Artística.

Trata-se do espetáculo de leitura em voz alta "Clube Med", que, com a ajuda de alguns jovens - e inspirado no livro "Clube Mediterrâneo, doze fotogramas e uma devoração", de João Pedro Mésseder, Ana Biscaia e Joana Monteiro - cruza a poesia e a ilustração, fazendo ainda um convite ao público para uma reflexão sobre um tema tão atual como as migrações.

Ouvida pela TSF, a Comissária do Plano Nacional de Leitura 2027 fala de uma iniciativa que pretende ser uma celebração da leitura e da partilha. "É um festejar do gosto e da alegria que pode advir de partilhar em voz alta um texto literário", diz Teresa Calçada.

Mas, o que pode trazer-nos o ato de ler em voz alta em comparação com o ato de leitura individual? "Para quem não sabe ler, ler em voz alta traz tudo, ou quase. E traz a emoção do outro, o sublinhar de uma compreensão que nem todos compreendemos da mesma maneira e também uma espécie de encenação que nos leva a olhar a leitura de forma mais empática", assinala a antiga coordenadora do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares. "As palavras ganham outra plasticidade", sublinha.

Teresa Calçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura (PNL2027).

Para além de nos dar noções de "tempo, ritmo e entoação", ler em voz alta é "sempre um bom exercício", diz ainda a Comissária do Plano Nacional de Leitura, que defende que ler em voz alta - e desde cedo - também nos pode transformar em seres humanos mais sociáveis e mais preparados para o mundo do trabalho.

No último ano, numa mensagem para o Dia Internacional da Alfabetização, a 8 de setembro, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou que 617 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo não têm habilidades mínimas de leitura, escrita e matemática. Atualmente existem cerca de 750 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever.

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