A paixão pelo futebol numa sala. Centenas de camisolas num templo dedicado a t-shirts de jogo

João Laranjo, de 30 anos, é o dono desta coleção
TSF
O projeto começou em 2018 e conta com doações que vão desde a distrital à elite do futebol europeu
É uma sala dentro de uma garagem que deixa os fãs de futebol encantados. Com camisolas de futebol espalhadas pelos quatros cantos, no Laranjos Temple encontramos um pouco de tudo. Da distrital até à elite do futebol europeu.
João Laranjo tem 30 anos, é natural de Vila do Conde e autor do projeto que começou numas férias na Tunisía como uma brincadeira e agora é uma "doença saudável".
“Fui de lua de mel para a Tunísia, na altura comprei quatro ou cinco camisolas e publiquei no Instagram. Um amigo meu desafiou-me a publicar tudo o que tinha e a começar esta doença saudável que são as camisolas", recorda à TSF João Laranjo.
No templo encontramos ainda camisolas oferecidas por jogadores profissionais e, para João Laranjo, agora é mais difícil consegui-las devido ao negócio que se tornou o colecionismo.
"Do jogador profissional torna-se mais difícil de obter. Cada vez mais existem pessoas a querer colecionar e a querer ganhar dinheiro. No entanto, quando falo do meu projeto, do meu templo e mostro o meu bichinho, torna-se viável a oferta”, explica o colecionador.
Com mais de 740 camisolas penduradas, João Laranjo conta qual foi mais especial e a que mais gostava de ter.
“A primeira camisola que o Marega me deu no primeiro ano do Conceição quando fomos campeões. Deu-me no último jogo no Dragão contra o Feirense. Essa foi especial, não desvalorizando as outras, mas foi de um jogador do meu clube e que eu admiro. Gostava de ter a camisola do Lucho Gonzalez, Messi e Ronaldo”, confessa.
Sem um objetivo específico, porque a vontade é continuar a colecionar, João Laranjo traça a meta de chegar a 750. Contudo prefere não pensar muito para não ficar desiludido.
“O próximo objetivo são as 750, depois 800 e por aí. Não tenho um objetivo delineado, mas é bom ver nas memórias do Facebook que no ano passado tinha só 500 ou 600. O Crescimento do templo está a ser cada vez maior, mas não gosto de atirar um número alto porque depois a desilusão pode ser grande”, desabafa João Laranjo.
Uma coleção de camisolas de futebol que todos os dias aumenta.
