
Benfica
Global Imagens/José Carlos Carvalho
Em comunicado, os encarnados entendem que José Manuel Constantino «violou de forma grosseira os deveres de isenção, imparcialidade e independência» ao criticar o Benfica.
O Benfica pediu a demissão e cortou relações institucionais com o presidente do Comité Olímpico de Portugal, após José Manuel Constantino ter criticado a organização do clube.
Na base desta decisão do clube encarnado está o facto de o presidente do COP ter «violado de forma grosseira os deveres de isenção, imparcialidade e independência que são essenciais no exercício das suas funções».
Num comunicado, o Benfica diz ainda que até se verificar a demissão de José Manuel Constantino «recusa-se a manter mais qualquer contacto institucional» e lembrou que o presidente do COP «antes de criticar para fora tem de resolver os problemas que tem dentro e não são poucos».
Apesar disto, nesta nota publicada no site oficial do clube, os encarnados garantem, contudo, que «continuarão a investir e a dar todas as condições de trabalho e desenvolvimento aos atletas do Benfica Olímpico».
Na sexta-feira na sua página no Facebook, José Manuel Constantino considerou que o «problema do futebol do Benfica» é que «vive de memórias» e «chegou tarde ao comboio dos tempos atuais e das exigências que a organização desportiva requer».
«Não procurou a qualidade, o conhecimento e a organização. Pensou que bastaria ter instalações, histórias, glórias, museu, massa associativa, uma água amestrada, kits para sócios, construção civil, merchandising e o Eusébio», acrescentou Constantino, que falou também em «arrogante populismo».