O Conselho de Presidentes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional foi hoje suspenso, com o voto unânime dos 29 emblemas presentes, em resultado da contestação generalizada à situação no organismo, resumiram os dirigentes à saída.
A contestação à direção do presidente Mário Figueiredo e «a necessidade de os clubes conversarem sobre o futuro da Liga» conduziram à inesperada interrupção dos trabalhos, confirmou Pinto da Costa, do FC Porto, no que foi secundado por Bruno de Carvalho, do Sporting, e José Eduardo Simões, da Académica.
Os dirigentes, que nem chegaram a concluir o debate do primeiro ponto da ordem de trabalhos, anunciaram para breve, em local que não a sede da Liga, uma reunião entre todos os emblemas para definir o futuro do organismo, sem a presença de Mário Figueiredo.
Para Pinto da Costa, a saída de Mário Figueiredo até já não é o mais importante, o que interessa é a devolução do poder aos clubes profissionais e «partir para o futuro».
«Não faz sentido que a Liga, que é órgão dos clubes, tenha a hostilidade dos clubes e seja hóstil aos clubes», acrescentou.
Por seu lado, Bruno de Carvalho entende que é preciso mudar o modelo de governação da Liga e lembrou que os «clubes têm a inteligência suficiente para analisar o que são as suas forças e os seus defeitos».