Abram alas para o Ndoye que ele vai buscar o troféu: Vitória SC conquista a Taça da Liga

Créditos: Paulo Novais/Lusa
Charles ergueu a muralha e defendeu um penálti assinalado a favor do SC Braga nos descontos e evitou o pior. Os conquistadores entraram no restrito lote de clubes com, pelo menos, três troféus nacionais distintos
O Vitória conquistou este sábado a Taça da Liga depois de derrotar o SC Braga por 2-1, num duelo disputado no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
No dérbi do Minho, foi Mario Dorgeles quem inaugurou o marcador, ao disparar com o pé esquerdo para o fundo das redes pretas e brancas. Nem com um par de asas Charles seria capaz de impedir o golo do costa-marfinense, que bateu um pontapé livre.
Depois de uma maior posse de bola por parte dos arsenalistas, o Vitória SC começou a crescer no jogo, depois da marca dos 25 minutos.
Mario Dorgeles ainda procurou o bis perto do encerramento da primeira parte do duelo. Apesar de ter a baliza escancarada, foi a face de Strata que evitou o dilatar da vantagem para o 0-2.
A grande oportunidade para a equipa vimaranens surgiu aos 57 minutos: assinalado um penálti a favor do Vitória SC por uma mão Vítor Carvalho. Foi Samu quem bateu e acabou por se tornar autor do segundo golo da partida, concretizando o empate em Leiria.
Abram alas para o Ndoye que ele quer ir buscar a taça: aos 83 minutos, o suíço dilata a margem e coloca o Vitória SC em vantagem, com assistência de Samu.
Ja na compensação, foi assinalado penálti a favor do SC Braga, mas Charles ergueu uma muralha e negou o golo a Zalazar.
Com a terceira reviravolta na 19.ª edição da Taça da Liga, depois da vitória na visita ao FC Porto (3-1) e no acesso à final diante do Sporting (2-1), já em Leiria, os vimaranenses empreenderam nova recuperação bem sucedida frente aos eternos rivais de Braga, para erguerem o seu terceiro troféu nacional diferente.
Em mais de 103 anos de existência, os vitorianos completaram pleno de triunfos nas taças nacionais - com exceção da I Liga -, juntando a Taça da Liga à Taça de Portugal e à Supertaça Cândido de Oliveira, erguida em 1988, numa disputa a duas mãos com o FC Porto, que antecedeu as derrotas em 2011, 2013 e 2017.
Em época de estreia pelos minhotos, Luís Pinto, de 36 anos, conquistou o segundo troféu da carreira como treinador principal, no mesmo estádio onde há meio ano tinha arrebatado o título de campeão da II Liga então no comando técnico do Tondela.

Onze do Vitória SC: Charles; Strata, Miguel Nóbrega, Abascal e João Mendes; Gonçalo Nogueira, Beni e Diogo Sousa; Telmo Arcanjo, Nélson Oliveira e Saviolo.
Onze do SC Braga: : Hornicek; Arrey-Mbi, Vítor Carvalho e Lagerbielke; Vítor Gomez, João Moutinho, Florian Grillitsch e Maho Dorgeles; Zalazar, Pau Victor e Ricardo Horta.
Suplentes do Vitória SC: Juan Reyes, Miguel Magalhães, Matija Mitrovic, Gustavo Silva, Lebedenko, Oumar Camara, Samu, Thiago Balieiro e Alioune Ndoye.
Suplentes do SC Braga: Tiago Sá, Paulo Oliveira, Lelo, Gabriel Moscardo, Gorby, Yanis Rocha, Diego Rodrigues, Gabri e Fran Navarro.

