
António Félix da Costa, que venceu a Taça Intercontinental de Fórmula 3, em Macau, agradeceu aos portugueses que cantaram "A Portuguesa" quando tocava outro hino por engano.
«Foi uma vitória muito emocionante, não houve um erro da parte de ninguém. Toda a gente a cantar o hino no pódio. Puseram o hino errado, o que foi um momento triste, mas as pessoas cantaram o hino com a própria voz», explicou o pódio.
Félix da Costa agradeceu o «apoio a todos os portugueses presentes no circuito e aos macaenses que falam português» num fim de semana que considerou «muito escuro», porque ficou marcado por duas mortes, como a do português Luís Carreira a quem dedicou a sua vitória.
Por outro lado o piloto lamentou que em Portugal se abram noticiários com «notícias pequenas», se dê pouca atenção ao desporto motorizado, e que seja necessária a morte de um piloto «para se abrir um noticiário ou para se fazer uma notícia sobre o Grande Prémio de Macau».
Sobre a corrida, Félix da Costa voltou a salientar as dificuldades do circuito ladeado por murros e 'rails'.
«É uma prova muito difícil. Foram 15 voltas no limite, muito perto das paredes, ao mínimo erro as coisas podiam correr mal, tivemos muito perto das paredes algumas vezes, mas consegui sempre ter aquela distância segura em que os outros carros não conseguiam apanhar o meu cone de ar na reta», explicou.
Sobre o seu futuro, o piloto disse esperar as decisões da Red Bull, mas avança que deverá entrar para as "World Series by Renault" e que gostava de manter uma ligação à Fórmula 1 como ocorreu este ano.
Já em Macau espera não regressar nos próximos anos como piloto, o que significa uma evolução na carreira, mas recordou que era um objetivo pessoal ganhar no território e considerou "incrível ter este título no palmarés".
«Sabia que era a ultima oportunidade, não podíamos falhar e em conjunto com a equipa conseguimos trazer esta vitória para Portugal», concluiu.