"Grande surpresa para todos." Dirigentes desportivos do ciclismo nacional detidos em operação antidoping

Miguel Pereira/Global Imagens
No âmbito da operação "Prova Limpa", a PJ deteve duas pessoas: Nuno Ribeiro, diretor desportivo da W52-FC Porto, e José Rodrigues, diretor desportivo da Fortuna Maia.
As detenções de dois dirigentes desportivos do ciclismo nacional apanharam todos de surpresa. No âmbito de uma operação antidoping no ciclismo profissional, durante o Grande Prémio O Jogo, a Polícia Judiciária deteve dois homens: o diretor desportivo da W52-FC Porto e o diretor desportivo da Fortuna Maia. A informação foi confirmada à TSF pelo jornalista Carlos Flórido, editor de modalidades do jornal O Jogo, que está a acompanhar a prova.
"A PJ fez revistas ao hotel onde se encontrava a equipa W52-FC Porto e também a Fortuna Maia, e deteve alguns produtos considerados suspeitos e duas pessoas, Nuno Ribeiro, diretor desportivo da W52-FC Porto, e José Rodrigues, diretor desportivo da Fortuna Maia, e que em algumas provas também faz parte do staff da equipa portista", adiantou Carlos Flórido.
"Foi uma grande surpresa para os ciclistas e para todo o 10.º Grande Prémio O Jogo, que está neste momento na terceira etapa", acrescentou.
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A Polícia Judiciária (PJ) realizou este domingo várias dezenas de buscas numa operação destinada à deteção de métodos proibidos e substâncias ilícitas suscetíveis em provas de ciclismo, tendo detido duas pessoas.
Em comunicado, a PJ informa que "foram efetuadas duas detenções e realizadas várias dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias em diversas regiões do território nacional, visando dirigentes, atletas e instalações de uma das equipas em competição".
Durante a operação, denominada 'Prova Limpa' e "destinada à deteção de métodos proibidos e substâncias ilícitas suscetíveis de adulterar a verdade desportiva em provas do ciclismo profissional", foram "apreendidas diversas substâncias e instrumentos clínicos, usados no treino dos atletas e com impacto no seu rendimento desportivo".
"A operação policial, envolvendo um total de cerca de 120 elementos provenientes da Diretoria do Norte e ainda das Diretorias do Centro e do Sul, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e dos Departamentos de Investigação Criminal de Braga, Guarda e Vila Real, contou ainda com a colaboração da Autoridade Antidopagem de Portugal", lê-se.
De acordo com a PJ, "os detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas", com o inquérito a manter-se em segredo de justiça.