
O Estádio do Maracanã vai ter hoje as cores do Brasil e de Espanha na final da Taça das Confederações. O lugar de Dilma Rousseff vai ficar vazio. A presidente do Brasil não arrisca nova vaia depois do que aconteceu no jogo de abertura.
Por estratégia, diplomacia ou conveniência. Os dois selecionadores estão de acordo em relação a quem é favorito.
Luiz Felipe Scolari até admitiu que a Espanha possa ter alguma superioridade. Afinal aqueles jogadores atuam juntos há seis anos e ganharam tudo nesee tempo, mas logo rematou que a "roja" não é favorita.
Do outro lado, Vicente del Bosque, técnico da Espanha, bi-campeão da Europa e Campeã do mundo, encaixou e puxou de um outro título, o de vencedor da Taça das Confederações, precisamente para atirar o favoritismo para o campo adversário.
No sábado à noite, em entrevista ao programa da Cadena Ser El Larguero, Del Bosque disse que a Espanha tem o sonho de ganhar, mas neste momento é apenas a aspirante. O favorito é mesmo o Brasil.
Entre o aspirante e o atual campeão das Confederações há sintonia no discurso. Para Scolari, o adversário é bom, mas é possível ganhar.
Arrumada que está a questão do favoritismo e das hipóteses que cada um tem sobra uma polémica da antevisão do jogo.
Há dois dias, Scolari lançou uma provocação que não caiu muito bem na comunicação social espanhola.
Felipão, como é conhecido, disse que a Espanha poderá estar mais fresca fisicamente, uma vez que tem praticamente um jogo a menos, devido à oportunidade que teve frente ao Taiti, jogo que ganhou por 10-0.
Do outro lado, não houve lugar a resposta eventualmente será dada no Maracanã. Cheio, que nem um ovo, mas com um lugar vazio.
Dilma Rousseff, com o povo na rua, em protesto e depois da vaia que sofreu na inauguração em Brasília, na abertura do torneio, vai ficar em casa.