
Árbitro Pedro Proença
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A nova lei obriga os clubes a pagar a totalidade da despesa com a ação policial, mas pelo menos duas equipas já anunciaram que não vão pagar. O árbitro Pedro Proença também já avisou que não dirige jogos sem policiamento.
O árbitro internacional português, que falava aos jornalistas à margem da 17ª Gala do Desporto, no Casino do Estoril, Pedro Proença comentou a medida anunciada, na semana passada, pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de retirar a obrigatoriedade de policiamento em competições desportivas de escalões juvenis e inferiores.
«Só quem nunca arbitrou um jogo sem policiamento é que não saberá os riscos que correm os árbitros ao não ter policiamento. Tenho a certeza que esse quadro normativo vai ser alterado, sob pena de a um curto prazo não termos árbitros a arbitrar quer as ligas profissionais, quer os jogos distritais», frisou.
O árbitro português recebeu hoje o "Prémio Desportivo Personalidade do Ano", na categoria de futebol, considerando-o um reconhecimento de «um ano fantástico para a arbitragem portuguesa».