
Luís Nazaré demitiu-se de presidente da Assembleia-Geral do Benfica
Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Extremar de posições deu-se por causa da pandemia: Luís Nazaré defendia uma Assembleia Geral sem a presença física dos sócios, direção não aceitou.
O Benfica defendeu esta sexta-feira que a Assembleia-Geral (AG) para votação do orçamento e plano de atividades para 2020/21 deveria ter a presença dos sócios, esclarecendo que acabou por acatar a vontade do presidente da AG, que, entretanto, se demitiu.
Numa nota publicada na sua página, o clube começa por dizer que o modelo exclusivamente virtual viola o princípio estatutário de "uma vontade livre e esclarecida", assinalando que só é possível de cumprir com a presença física dos sócios.
A posição do Benfica surge menos de um dia depois de o presidente da AG, Luís Nazaré, apresentar a renúncia ao cargo, por entender que, no atual contexto de pandemia da Covid-19, a reunião magna ordinária deveria ser pelos canais digitais.
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"Face ao atual contexto, só o modelo digital assegura as normas sanitárias e a participação alargada dos sócios do Sport Lisboa e Benfica - é este o meu entendimento", assinalou Luís Nazaré na carta de demissão.
Na nota desta sexta-feira, o clube lisboeta diz ainda que uma AG presencial, aliada a uma participação virtual de quem o entendesse, seria a única forma de permitir a participação a todos que quisessem exercer o seu direito na Assembleia, e acrescenta que acabou por aceitar a pretensão de Luís Nazaré, entretanto sem efeito, pela demissão deste.
"Por se tratar de ato da competência do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, a Direção do Sport Lisboa e Benfica, no respeito da competência estatutária daquele órgão, disponibilizou os meios técnicos necessários para a organização e funcionamento da Assembleia Geral no modelo exclusivamente virtual que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral pretendia implementar", adianta o clube.
O clube encarnado termina a nota com um agradecimento a Luís Nazaré e a indicação de que o cargo de presidente da Mesa da Assembleia Geral será ocupado pelo vice-presidente Virgílio Duque Vieira.
De acordo com os estatutos do clube, ainda antes da assembleia eleitoral, que deveria decorrer em outubro, o Benfica terá até 15 de junho a AG do orçamento e plano de atividades de 2020/21 (artigo 35) e, até 30 de setembro, a AG relativa ao relatório de contas de 2019/20 (artigo 37).
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