
epa06997795 Rafael Nadal of Spain reacts after defeating Dominic Thiem of Austria in five sets during the ninth day of the US Open Tennis Championships at the Arthur Ashe Stadium in the USTA National Tennis Center in Flushing Meadows, New York, USA, 04 September 2018. The US Open runs from 27 August through 09 September. EPA/JASON SZENES
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Foram quatro horas e 49 minutos para vencer os cinco sets.
Rafael Nadal travou uma batalha épica frente a Dominic Thiem para garantir na terça-feira à noite o regresso às meias-finais do US Open em ténis, quarto 'major' da temporada, e seguir o exemplo de Serena Williams.
Era um dos encontros mais aguardados dos quartos de final e os protagonistas não defraudaram as expectativas no Arthur Ashe Stadium, onde Rafael Nadal eliminou o austríaco Dominic Theim (nono do 'ranking' mundial) em cinco 'sets', pelos parciais de 0-6, 6-4, 7-5, 6-7 (4-7) e 7-6 (7-5).
Numa longa maratona de quatro horas e 49 minutos, o maiorquino e número um mundial conseguiu resistir aos 74 'winners', 18 ases e um total de 171 pontos conquistados por Thiem, que assinou em contrapartida 57 erros não forçados, para se qualificar para as meias-finais pela sétima vez em Nova Iorque, onde em 2017 conquistou o terceiro título.
"Foi muito exigente em todos os aspetos. Estou muito feliz por estar nas meias-finais. Perdi em Wimbledon um encontro como este [com Novak Djokovic], hoje calhou-me a mim. Lutei até ao fim", afirmou o esquerdino e único dos quatro finalistas dos três torneios do Grand Slam deste ano a avançar para a fase seguinte.
Além de ter sido o 11.º embate com o austríaco de 25 anos, único em piso rápido, foi o encontro mais longo desta edição do US Open, sendo que o segundo também havia sido disputado por Rafael Nadal, de 32 anos, com Karen Khachanov na terceira ronda.
"Foi uma grande batalha. Lutei muito e tentei manter-me dentro do jogo" acrescentou Nadal, depois de assegurar o 12.º triunfo consecutivo em Flushing Meadows, destacando ainda "o grande jogador e pessoa" que é Dominic Thiem.
"Ele é muito bom e tem tudo para ganhar grandes encontros como este. É talentoso, tem grande atitude e vai ter sem dúvida outras chances para ganhar encontros e torneios destes", acrescentou Nadal.
O austríaco, que foi o segundo jogador a impor um 6-0 a Nadal no US Open, depois de Andy Roddick em 2004, atingiu pela primeira vez os quartos de final de um 'major, além de Roland Garros, mas voltou a não conseguir reduzir a desvantagem no confronto direto com o maiorquino (3-8).
"Vai ficar na minha memória para sempre. O ténis às vezes é cruel, porque penso que este encontro não merecia um derrotado. Mas tem que haver um. E diria que, apagando o primeiro 'set', foi um encontro em aberto do princípio ao fim. Da forma como acabou no 'tiebreak' do quinto 'set', as probabilidades eram de 50/50", resumiu o jovem finalista de Roland Garros, onde Rafael Nadal conquistou o 17.º título da carreira no Grand Slam.
No torneio feminino, a antiga número um mundial, Serena Williams, viveu uma noite bem mais tranquila e apenas precisou de uma hora e 25 minutos para bater a checa Karolina Pliskova, oitava cabeça de série, por 6-4 e 6-3.
Garantida a vitória, sobretudo graças aos 13 ases e 35 'winners', a norte-americana, que procura o sétimo troféu em Nova Iorque e o 24.º 'major' da carreira, vai agora defrontar nas meias-finais a letã Anastasija Sevastova.