"Ver jogos e falar com os jogadores." Peseiro e o trabalho de selecionador em quarentena

José Peseiro
Rafael Marchante/Reuters
O selecionador nacional da Venezuela está em Portugal desde meados do mês de março. Dedica agora o tempo a ver jogos de jogadores que interessam à seleção Vino Tinto.
José Peseiro dive os dias entre o contacto com a família e o trabalho. Entre as principais preocupações, em tempo de confinamento, está a saúde mental dos jogadores de futebol. Espalhados pelo globo, o selecionador da Venezuela tenta dispensar algum tempo aos seus atletas, contactos telefónicos que ajudam a perceber qual o estado de ânimo dos jogadores, confinados, a maioria, a quatro paredes.
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"Tento dar o apoio psicoemocional que posso dar, tentando estar perto", uma obrigação diz José Peseiro, mesmo para um treinador que, atendendo ao cargo que ocupa, não estivesse habituado ao contacto diário com os atletas. As chamadas telefónicas são sinal importante para os atletas, tempo dispensado pelo selecionador no intervalo do trabalho de observação que, por estes dias, é feito apenas em casa.
"Continuo a ver jogos da seleção, jogadores que, ou ainda não foram chamados, ou, não tiveram tempo de jogo suficiente para os observar", revela José Peseiro.
Para trás a Venezuela
José Peseiro deixou a Venezuela a 17 de março. "O país tinha entrado em quarentena no dia anterior. O uso de máscara era obrigatório, havia muito poucas pessoas na rua e o tráfego era controlado de forma rigorosa pela polícia", explica."Quando cheguei da Venezuela, e porque tinha estado em vários países com grande impacto da contaminação do vírus - Itália, Espanha e Estados Unidos -,fiz por isso quarentena voluntária".
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Mas José Peseiro deseja o regresso célere aos relvados. "Seria bom que chegasse o mais rápido possível o momento para retomar as competições profissionais. Seria sinal que nos tínhamos livrados desta pandemia, ou, pelo menos, que estaria minimamente controlada para que possamos retomar as atividades desportivas".
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Até lá, ao regresso aos relvados, José Peseiro garante que, tanto em Portugal como na Venezuela, há que arriscar o menos possível. "Devemos continuar a cumprir com todas as normas e determinações para ultrapassar este drama o mais rápido possível".
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