
Vítor Pereira durante a conferência de imprensa desta quinta-feira do FC Porto
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O treinador do FC Porto quer que a equipa continue «a perseguir os seus objetivos», com uma «prova clara de força», no sábado, frente à Académica, para a 24.ª jornada da I Liga de futebol.
Questionado sobre a desvantagem de quatro pontos face ao líder Benfica, o técnico sublinhou, em conferência de Imprensa no centro de treinos do Olival, que o FC Porto tem «a obrigação de ganhar todos os jogos».
«Já nem digo pelo clube e pelos seus adeptos, mas porque [os jogadores] têm essa obrigação como equipa, perante si próprios, e [têm de] perceber que o que está em jogo é um título», afirmou Vítor Pereira.
O treinador dos dragões recusa a ideia de que o calendário, até final da prova, do FC Porto ou do rival de Lisboa seja mais fácil para um ou outro: «À medida que se aproxima o fim, nunca se sabe se é mais complicado jogar com um equipa que luta pelo acesso às competições europeias ou se luta pela permanência. Não consigo responder, não há resposta».
A utilização de João Moutinho nos dois jogos da seleção, frente a Israel e Azerbaijão, foi matéria abordada com insistência no encontro de hoje com os jornalistas, mas o treinador sintetizou a questão: «Quando os jogadores saem daqui para ir às seleções, deixam de estar sob a minha gestão e eu não me meto na gestão dos outros».
Porém, disse acreditar que o médio luso regressou «com vontade de ajudar nos sete jogos que faltam, ao seu melhor nível».
Quanto à troca de acusações entre o selecionador nacional e Pinto da Costa, que defendeu que João Moutinho não estaria em condições físicas de jogar com Israel, o treinador disse que o «presidente defende os interesses do clube, não seria de esperar outra coisa».
Relativamente ao jogo com a Académica, sábado, no Estádio Municipal de Coimbra (18:15), Vítor Pereira disse esperar «um bom jogo, sobretudo do lado do FC Porto, que deve mostrar-se como equipa que sabe o que quer».
Do outro lado, comentou o técnico, estará «uma Académica necessitada de pontos, com qualidade individual e coletiva, a tentar fugir aos lugares de desconforto».
Por fim, o técnico portista referiu-se a Liedson, questionado sobre a pouca utilização do reforço de inverno: «Ele tinha a consciência, e nós também, de que não se iria apresentar nas melhores condições, pois estava sem competir».
«Neste momento, está melhor, mais habilitado a ajudar-nos, e acredito que o vai fazer», concluiu.