Dois golos em dois minutos levam Benfica a ter de fazer contas em Atenas

Veja os golos. Partida entre portugueses e ingleses foi jogada em Roma devido às restrições impostas pela pandemia. Jogo da próxima semana acontece na capital grega.

Benfica e Arsenal empataram, esta quinta-feira, a uma bola na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa. Pizzi e Saka marcaram, num espaço de dois minutos, os golos que construíram o empate final.

A segunda mão, que vai ser jogada em Atenas - no estádio do Olympiacos -, fica em aberto embora o golo marcado pelos ingleses possa vir a ser decisivo, já que foram a equipa "visitante" de hoje. Certo é que os encarnados têm de marcar para passar aos oitavos de final.

O brasileiro Lucas Veríssimo, contratado em janeiro ao Santos, foi a grande novidade dos encarnados, que adotam um sistema de três centrais. Os encarnados surgiram num 5-3-2, com Diogo Gonçalves e Grimaldo nas alas e Pizzi a formar um trio de médios com Weigl e Taarabt.

O Arsenal, treinado por Mikel Arteta - antigo atleta do clube que chegou a ser adjunto de Guardiola no Manchester City - entrou melhor na partida e encostou o Benfica às cordas nos primeiros minutos.

Jesus não gostou e depressa se fez ouvir dentro do campo para tentar quebrar os rendilhados de Odegaard - emprestado pelo Real Madrid -, Smith Rowe e Saka. E com Xhaka a servir de pronto-socorro enquanto ajudava Gabriel e David Luiz a construírem uma saída de bola a três, a luta pelo meio-campo não se adivinhava fácil.

O primeiro grande aviso dos ingleses surgiu aos 18' quando Aubameyang, sozinho, e já no limite da pequena área, falhou a baliza após cruzamento de Bellerín. A enfrentar uma linha defensiva muito subida, essa foi uma das poucas ocasiões em que o Arsenal conseguiu chegar à baliza do Benfica sem que a bandeira do árbitro auxiliar se erguesse para assinalar um fora de jogo.

Mas apanhar o adversário em posição irregular de pouco serve quando não se consegue chegar à baliza contrária: o primeiro remate do Benfica à baliza de Leno só apareceu aos 30', por Darwin. O Arsenal percebeu que podia forçar um pouco mais e, aos 38' e aos 40', Smith Rowe e Odegaard ameaçaram mesmo a baliza de Helton.

Só em cima do intervalo é que o Benfica voltou a criar perigo junto da baliza de Leno, quando Grimaldo apareceu já dentro da grande área a tentar cruzar, uma intenção negada por Ceballos. O intervalo chegava mesmo com o 0-0.

À procura de um jogo diferente, Jesus lançou Rafa para o lugar de Luca Waldschmidt, que tinha feito dupla com Darwin durante a primeira parte.

O Benfica não demorou a sentir novos calafrios. Depois de uma jogada anulada por novo fora de jogo aos 49', Saka conseguiu mesmo abrir espaço entre a defesa encarnada mas, na hora de rematar à baliza, a bola saiu torta e junto à relva. Helton Leite ficou a vê-la passar.

Roma traria então algum amor ao Benfica. Depois de um pontapé de canto, Smith Rowe levanta o braço e acaba por intercetar um cruzamento de Diogo Gonçalves. Çakir apitou e apontou para a marca dos 11 metros, de onde Pizzi bateu Leno (55'). Mas o amor que Roma dá, Roma tira. O Arsenal volta a rendilhar um ataque que acaba com Cédric a cruzar, a partir do lado esquerdo, e Saka só precisou de encostar (57'). O lance ainda foi ao VAR, que o validou.

Seis minutos​​ depois, os ingleses voltavam a ameaçar por Aubameyang, que ganhou em velocidade a Otamendi e rematou cruzado. Falhou a baliza por poucos centímetros. Jesus lançava Seferovic e Everton para os lugares de Darwin e Pizzi.

​​​​​O jogo animava: Everton rematava, Aubameyang ia surgindo em velocidade, Leno ia voando e houve até uma bola a rolar lentamente em direção à baliza de Helton, que conseguiu evitar o golo. Taarabt, que contribuía para essa animação, saía para dar lugar a Gabriel.

A última substituição nos encarnados foi forçada: Lucas Veríssimo ficou lesionado depois de um sprint dividido com Aubameyang - algo que é, por si, assinalável, já que o gabonês é um dos mais rápidos do mundo - e saiu aos 85' para dar lugar a Chiquinho. Weigl desceu no terreno para jogar como central do lado direito, onde terminou o jogo.

Onze do Benfica: Helton; Otamendi, Lucas Veríssimo e Vertonghen; Diogo Gonçalves, Weigl, Taarabt, Grimaldo; Pizzi, Waldschmidt e Darwin Núñez

Onze do Arsenal: Leno, Bellerín, David Luiz, Gabriel, Cédric, Xhaka, Ceballos, Odegaard, Saka, Smith Rowe e Aubameyang

O jogo foi arbitrado pelo turco Cüneyt Çakır, auxiliado por Bahattin Duran e Tarik Ongun. No VAR esteve Massimiliano Irrati.

Suplentes do Benfica: Svilar, Vlachodimos, Gilberto, Nuno Tavares, João Ferreira, Everton, Gabriel, Cervi, Chiquinho, Rafa, Pedrinho, Seferović

Suplentes do Arsenal: Ryan, Hein, Tierney, Holding, Chambers, Pablo Marí, Elneny, Lacazette, Willian, Pépé, Nketiah, Martinelli.

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