Benfica

A "maldição" de Béla Guttmann

Béla Guttmann e a sua "maldição" foi o tema de conversa da TSF com jogadores que passaram pelo Benfica no início dos anos 60, e que descrevem o treinador como um homem duro e intransigente.

Sempre que o Benfica chega a uma final europeia é inevitável, fala-se de Béla Guttmann. Depois de ter sido bi-campeão europeu, o treinador húngaro terá dito que sem ele o Benfica não voltaria a ganhar uma competição europeia.

Sem Béla Guttmann, o Benfica já esteve em sete finais e não ganhou nenhuma e por isso se fala na "maldição de Guttmann".

Para conhecer o antigo treinador, a TSF ouviu antigos jogadores do Benfica que trabalharam com o húngaro.

O antigo guarda-redes José Bastos recorda um homem duro e disciplinador que enfrentou a tragédia da II Guerra Mundial. «Contou-me a mim que a maior alegria era apanhar ratazanas. Isso marca um homem», recorda.

Artur Santos, que fez perto de 300 jogos oficais pelo Benfica ao longo de 11 épocas, recorda também um homem duro e intransigente, «aos 30 anos, na plenitude das minhas capacidades, vi-me obrigado a abandonar o clube».

O treinador queria que Artur Santos abandonasse a posição de defesa central para jogar a defesa direito. O jogador não cedeu e teve de sair. Questionado sobre o que pensou quando viu uma estátua de Béla Guttmann junto ao Estádio da Luz, Artur santos diz que recordou «um grande homem, um grande malandro para mim porque eliminou parte da minha vida».

No Benfica, Béla Guttmann continua a ser o único treinador a vencer uma competição europeia. Esta noite, Jorge Jesus poderá acrescentar o seu nome a essa lista reduzida.

O antigo extremo Palmeiro Antunes que também foi treinado por Béla Guttmann diz que «não acredita na maldição».

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