Queixa do Benfica sobre Palhinha leva a abertura de inquérito ao Sporting

Conselho de Disciplina instaurou processo para "apuramento do alegado recurso a tribunais estaduais e eventual utilização/participação irregular de jogador".

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol abriu um processo de inquérito ao Sporting devido à utilização do jogador João Palhinha no dérbi de Lisboa, frente ao Benfica.

Ao que a TSF apurou, depois de uma queixa do Benfica, o Conselho de Disciplina entendeu que deve abrir um inquérito sobre um caso que aguarda recurso nos tribunais civis.

Num documento divulgado esta sexta-feira, pode ler-se que o CD decidiu pela "instauração de processo de inquérito, por deliberação da Secção Profissional, de 9 de fevereiro de 2021, na sequência de participação disciplinar apresentada por sociedade desportiva para apuramento do alegado recurso a tribunais estaduais e eventual utilização/participação irregular de jogador".

O processo foi enviado à Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, "ficando excluída a publicidade até ao fim da instrução".

Palhinha viu o quinto amarelo na visita dos 'leões' ao Boavista (vitória do Sporting por 2-0), em 26 de janeiro, tendo o provimento da providência cautelar permitido que fosse utilizado pelo treinador 'leonino' Rúben Amorim na vitória frente ao rival Benfica, por 1-0, no dérbi da 16.ª jornada da I Liga, a partir dos 61 minutos, depois de ter começado o encontro no banco de suplentes.

Nesse mesmo dia, face à decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul de suspender a eficácia do castigo de um jogo de suspensão a Palhinha, o CD da FPF contestou a argumentação do Sporting.

O órgão federativo explicou que o Sporting "optou por fundar o seu pedido de providência cautelar apenas numa alegação genérica sobre a inconstitucionalidade do sancionamento em processo sumário, alegadamente por não se garantir o exercício do direito de defesa".

"O que muito se estranha, porquanto a SAD empregadora do jogador participou na aprovação do Regulamento Disciplinar que assim desenhou esta forma de processo. Ainda mais surpreendente se torna tal alegação, quando, no caso, já existe uma decisão de recurso na sequência do direito de defesa exercido pelo agente desportivo. Ou seja: o requerente está a reagir a uma decisão administrativa de segundo grau, em que lhe foi garantida plena pronúncia sobre os factos e a sua qualificação jurídica", referiu o CD.

Palhinha foi castigado em 27 de janeiro, em processo sumário, tendo o pleno da secção profissional do CD da FPF considerado improcedente o recurso do jogador.

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