Custou caro contornar a greve, mas atletas portugueses já estão em Tóquio

Viagem alternativa custou centenas de milhares de euros ao Comité Olímpico.

Chegaram na manhã deste domingo a Tóquio os atletas portugueses que ontem ficaram em terra, no sábado, com a greve na Groundforce.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, explica à TSF que tiveram de encontrar uma solução urgente, de recurso, para não prejudicar mais os atletas que tinham de chegar rapidamente ao Japão, contratando um voo charter, que custou algumas centenas de milhares de euros, para ir até França e daí apanhar outro avião e chegar ao Japão.

Antes foi preciso, no entanto, fazer uma viagem por estrada de Lisboa até Faro pois o avião charter não foi autorizado a aterrar em Lisboa.

"Conseguimos garantir que chegavam a Tóquio no dia em que estava previsto, seis horas depois do voo inicialmente agendado", detalha o responsável do comité olímpico, referindo-se, em concreto, aos atletas portugueses do skate, do ténis e do andebol.

"No andebol era mais complicado pois a primeira competição prevista é no próximo sábado e não tínhamos a garantia de voar domingo e mesmo na segunda-feira. Para uma delegação com tanta gente, não era fácil encontrar voos, pelo que por uma questão de segurança optámos pela solução do voo charter", refere José Manuel Constantino.

Faltam agora voar os atletas portugueses do surf que continuam com a viagem atrasada, mas sem efeitos na preparação para os jogos olímpicos pois neste caso a competição começará mais tarde.

O voo charter, contratado de urgência, custou algumas centenas de milhares de euros, que o Comité Olímpico de Portugal pretende ainda tentar reaver, pelo menos em parte - mas ainda sem certezas - junto da companhia aérea que cancelou o voo por causa da greve da Groundforce.

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