Um insustentável desperdício de penáltis. Braga bate FC Porto no Dragão

Rúben Amorim fez - e venceu - o primeiro jogo de alta pressão ao comando do SC Braga. Palhinha foi o homem do jogo para a TSF.

O Braga visitou e bateu, esta sexta-feira, o FC Porto por 2-1 em jogo a contar para a jornada 17 da Primeira Liga. Fransérgio e Paulinho marcaram os golos arsenalistas, com Soares a marcar o único golo dos dragões, que falharam duas grandes penalidades.

Os dragões ocupam o segundo lugar, com 41 pontos, menos quatro do que o líder Benfica, ao passo que o SC Braga é quinto, com 27 pontos, a dois do quarto lugar ocupado pelo Sporting.

Foram precisos cinco minutos para ver a bola entrar na baliza pela primeira vez. O FC Porto entrou de forma muito superior no jogo, mas foram os bracarenses quer marcou primeiro.

Na sequência de um canto batido a partir da esquerda, a bola é mal afastada e Fransérgio remata de primeira para o fundo da baliza, com Carlos Xistra a começar por anular o golo.

O árbitro começa por considerar que Raul Silva interfere na jogada, mas depois de recorrer às imagens do VAR, valida a jogada. Este foi o primeiro golo sofrido pelo FC Porto, em casa, para o campeonato.

Manafá ficou inspirado. O lateral português arranca a partir da direita, passa por Raul Silva, faz o túnel a Bruno Viana e, na cara de Matheus, atira por cima da baliza. Apesar do golo sofrido, os dragões não se retraíram no jogo e continuaram a atacar, sobretudo pelo lado direito e no espaço entre Sequeira e Raul Silva.

A jogar com uma defesa a cinco, o Braga de Rúben Amorim apostava na saída em contra-ataque, conduzida sobretudo pela velocidade de Wilson Eduardo e Trincão, com Paulinho sempre à procura de desmarcações. Já os dragões apostavam na parceria Corona-Manafá que, apesar da velocidade, tardava em ser eficaz.

Aos 23 minutos, Otávio fez um passe vertical que, pela primeira vez, encontrou um jogador do FC Porto isolado. Era Marega. O maliano bem correu, mas Matheus chegou antes à bola e aliviou-a contra o corpo do africano. Três minutos depois, Marega arriscava levar o primeiro amarelo do jogo, depois de ter ido vingar-se do guardião brasileiro quando este tinha a bola nas mãos.

Mais um minuto, mais perigo para Matheus... e desta vez foi cortesia de um colega de equipa. Bruno Viana tenta atrasar de cabeça e acaba por falhar o passe para o guarda-redes, com a bola a rasar o poste da baliza.

A falta de ideia de jogo do FC Porto tornava-se evidente com cada minuto que passava na primeira parte deste jogo. Alex Telles pouco conseguia fazer pela esquerda, Corona e Manafá entendiam-se - mas mais ninguém na equipa os entendia - e Soares e Marega, apesar das desmarcações, pouco conseguiam fazer... até aos 41.

Num ataque rápido, Corona entra na área descaído para a direita e bate Raul Silva em velocidade, que comete grande penalidade. Na marcação, Alex Telles fez o que não costuma fazer: falhou. Matheus, com o pé, tira o empate ao FC Porto.

Dois minutos depois, Marcano falhava também o empate. O intervalo chegava com o SC Braga a conseguir segurar a vantagem.

No reatar da partida, Rúben Amorim lançou o jovem David Carmo - que se estreia na Liga - para o lugar do amarelado no lance do penálti, Raul Silva. Nem dez minutos depois, aos 53', Rúben Amorim fez entrar Ricardo Horta para o lugar de Wilson Eduardo.

Foi desastrada a entrada de David Carmo em jogo: Otávio, no interior da grande área, caiu para grande penalidade. Na conversão, mais do mesmo, mas desta vez foi Soares. O brasileiro atirou ao ferro e viu a bola sair do campo. Mais um desperdício do FC Porto... até ao minuto seguinte.

Marega entra - à força - pela grande área dentro, leva David Carmo consigo e remata cruzado, com Soares a atirar a contar mesmo à boca da baliza. 1-1 aos 58' e golo 100 da carreira para o brasileiro.

Para responder, Rúben Amorim tirou Trincão e lançou o ex-FC Porto Galeno. Com o jogo cada vez mais partido, eram os extremos quem adquiria uma nova dimensão no jogo. Conceição quis entrar nessa dança e chamou Luis Díaz ao banco para o lançar em jogo, ele que tinha mudado o jogo em Moreira de Cónegos. Mas não sem ver o Braga marcar.

Novo canto, desta vez na direita do ataque e Paulinho, ao primeiro poste, a desviar para o segundo poste sem hipóteses para Marchesín. Saía Uribe, entrava Díaz.

A perder de novo na partida, Conceição quis apostar tudo no ataque e mandou Aboubakar saltar do banco. Com Rúben Amorim sem capacidade para responder a partir do banco - o Braga fez as três substituições antes dos 60' - restava ao FC Porto atacar. Saía Marega.

O Braga ainda teve oportunidade de fazer o 3-1 mas Ricardo Horta, sozinho em frente à baliza, falhou o esférico por completo. Conceição respondeu com a entrada de Sérgio Oliveira em campo, saía Danilo e Xistra dava sete minutos de tempo extra.

Onze do FC Porto: Marchesín, Manafá, Mbemba, Marcano, Telles, Danilo (89'), Uribe (75'), Otávio, Corona, Marega (79') e Soares

Onze do SC Braga: Matheus, Tormena, Bruno Viana (45'), Raúl Silva, Sequeira, Esgaio, Palhinha, Fransérgio, Trincão (60'), Wilson Eduardo (53') e Paulinho

Carlos Xistra foi o árbitro nomeado para esta partida. Jorge Cruz e Marco Vieira foram os assistentes. Sérgio Guelho foi o quarto árbitro.

No VAR esteve Tiago Martins auxiliado por Pedro Mota.

Suplentes do FC Porto: Diogo Costa, Diogo Leite, Sérgio Oliveira (89'), Vítor Ferreira, Luis Díaz (75'), Fábio Silva e Aboubakar (79').

Suplentes do Braga: Tiago Sá, David Carmo (45'), João Novais, André Horta, Galeno (60'), Ricardo Horta (53') e Rui Fonte.

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