Crise em Alvalade

Agressores de Alcochete suspeitos de terrorismo, associação criminosa e sequestro

Comarca de Lisboa confirma 23 detenções. Suspeitos de vários crimes estão a ser ouvidos no Tribunal do Barreiro.

O Ministério Público confirmou que foram detidas 23 pessoas, depois dos incidentes ocorridos na terça-feira na Academia do Sporting em Alcochete. Os suspeitos estão a ser ouvidos por um juiz, no Tribunal do Barreiro.

Em comunicado, o Ministério Público explicou que em causa estão crimes de "introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e também de um crime de terrorismo."

Um grupo de adeptos do Sporting invadiu, esta terça-feira à tarde, a Academia do clube. Os elementos daquele grupo terão estado dez minutos dentro das instalações do clube, em Alcochete, sendo que antes de entrarem disseram aos jornalistas presentes no local para não filmarem a situação.

Durante o período que estiveram no interior da Academia leonina, os adeptos agrediram vários jogadores, equipa técnica e elementos do staff.

Leia o comunicado do Ministério Público:

"Na sequência dos factos ocorridos, ontem, em Alcochete, nas instalações da Academia do Sporting Clube de Portugal, foram efetuadas 23 detenções.

Encontra-se indiciado que os detidos entraram, sem autorização, naquelas instalações onde se encontrava a equipa principal do SCP, tendo ameaçado e agredido jogadores e técnicos e causado estragos nos equipamentos bem como em diversas viaturas.

Em causa estão factos suscetíveis de integrarem os crimes de introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e também de um crime de terrorismo.

Por entender que devem ser aplicadas aos arguidos medidas de coação diversas de termo de identidade e residência, o Ministério Público decidiu apresentar os detidos a primeiro interrogatório judicial no Juízo de Instrução Criminal do Barreiro.

As investigações prosseguem no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP da Comarca de Lisboa (secção do Montijo), o qual tem sido coadjuvado pela GNR."

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