FC Porto vai recorrer de sentença no caso dos e-mails

FC Porto foi condenado a pagar 2,5 milhões de euros ao Benfica pela divulgação de e-mails internos dos encarnados.

O FC Porto vai recorrer da sentença do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, que condenou o clube a pagar 2,5 milhões de euros ao Benfica pela divulgação de e-mails internos do clube no Porto Canal.

"O FC Porto não se conforma com esta decisão, que penaliza a divulgação de informação que o próprio tribunal reconheceu como verdadeira, e por isso vai recorrer para o Tribunal da Relação do Porto", pode ler-se num comunicado enviado às redações.

O clube reitera que "todas as divulgações efetuadas no Porto Canal foram sempre realizadas ao abrigo do direito à informação e da salvaguarda da verdade desportiva, à imagem do que tem sido feito por órgãos de comunicação social de prestígio de países civilizados, como é o caso da revista alemã Der Spiegel, e tendo em conta a jurisprudência dominante nas instâncias judiciais europeias em relação a estas matérias".

O Benfica pediu uma indemnização superior a 18 milhões de euros, mas o juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, José António Rodrigues da Cunha, acabou por decidir um valor mais baixo, confirmou a TSF junto de fonte ligada ao processo.

A SAD dos dragões fica ainda obrigada devolver os e-mails e proibida de divulgar publicamente os seu conteúdo.

Em conferência de imprensa, José António Rodrigues da Cunha, juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, explicou que o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, e o FC Porto foram condenados ao pagamento de 523 mil euros por danos patrimoniais emergentes e 1,4 milhões de euros por danos não emergentes, pela divulgação da correspondência.

Jorge Nuno Pinto da Costa, Adelino Caldeira, Fernando Gomes e Avenida dos Aliados - Sociedade de Comunicação S.A. foram absolvidos.

As mensagens internas do clube revelavam informações sobre um negócio na China que renderia aos encarnados 85 milhões de euros em 20 anos. Tratava-se um negócio de licenciamento da marca Benfica e "as coisas falharam" a partir do momento em que os e-mails foram divulgados, disse em tribunal o responsável pelo departamento comercial do clube, Bernardo Carvalho.

O Benfica alega que a divulgação dos e-mails lhe afetou a credibilidade, prejudicando os seus interesses comerciais e chegando a provocar a queda de cotação das ações da Sociedade Anónima Desportiva.

Já o FC Porto invocou que se limitou a divulgar informação de interesse público e alega que o correio eletrónico divulgado revela práticas deturpadoras da verdade desportiva.

Leia aqui a sentença na íntegra

Continuar a ler

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de