"A banca não está a ajudar o Sporting na emissão obrigacionista", considera Francisco Salgado Zenha

Francisco Salgado Zenha garante que os 30 milhões de euros, que o clube pode recolher com esta emissão obrigacionista, são suficientes para a atual conjuntura financeira do clube.

O vice-presidente da SAD do Sporting Francisco Salgado Zenha acusa a "banca" de não apoiar a operação da emissão obrigacionista do clube. Em declarações à TSF, refere ainda que as finanças de Alvalade estão controladas, mas tem como objetivo baixar o orçamento para a próxima temporada.

O vice-presidente da SAD do Sporting, Francisco Salgado Zenha, diz que o clube está a comercializar a emissão obrigacionista sozinho. Francisco Salgado Zenha acusa os maiores bancos em Portugal (Novo Banco, BCP e a Caixa Geral de Depósitos) de não estarem a fazer um esforço de comercialização. O vice-presidente pede aos sportinguistas para estarem atentos, até porque, os valores desta operação podem, ou não, permitir um maior investimento do clube.

Francisco Salgado Zenha admite que a taxa de juro fixada nos 5.25% não é a ideal para um empréstimo obrigacionista. O vice-presidente da SAD do Sporting diz que este valor para financiamento também serve para "uma compensação aos investidores, depois de uns meses com alguma turbulência no clube. O objetivo passa por chegar aos 30 milhões de euros, e nunca esteve no horizonte atingir os valores que se falam, na ordem dos 60 milhões", revelou o elemento da direção leonina.

O vice-presidente da SAD do Sporting também garante que os 30 milhões de euros, que o clube pode recolher com esta emissão obrigacionista, são suficientes para a atual conjuntura financeira do clube.

Investigações não têm afetado opinião dos sportinguistas

Francisco Salgado Zenha admite que os casos recentes na justiça, nomeadamente a investigação ao caso das agressões na Academia de Alcochete, não têm afetado a opinião dos sportinguistas em relação a esta direção. Mas alerta os sócios do Sporting e os investidores para tomarem mais atenção a esta operação financeira, porque "é preciso começarem a olhar para o futuro, em vez do passado".

Sobre as acusações e a investigação do Ministério Público no processo das agressões na Academia de Alcochete, o vice-presidente diz apenas "que somos observadores, e que este processo está entregue às autoridades. Por isso basta observar atentamente e esperar que se faça justiça", disse Francisco Salgado Zenha.

O dirigente leonino admite que existem protocolos do clube com as claques do Sporting, considerando normais estas ligações tal como acontecem com os Núcleos leoninos espalhados pelo país. Mas Francisco Salgado Zenha deixa o aviso de "que o Sporting não é refém de nenhum presidente, de nenhuma direção, de nenhuma claque ou associação, porque o clube é independente".

Consenso pacífico nas negociações com Gelson e Atlético de Madrid

A direção de Frederico Varandas continua a tentar encontrar soluções para os processos dos jogadores que rescindiram contrato unilateralmente com o clube, depois das agressões em Alcochete. Os dossiês de Rui Patrício e William Carvalho já estão fechados, e o dirigente leonino acredita que as negociações com Gelson Martins e o Atlético de Madrid também vão chegar a um consenso pacífico: "Até pela relação e a dimensão dos clubes, estou confiante de que este é o interesse das duas partes em conseguir um acordo, e terminar a bem e não mal", revela Francisco Salgado Zenha.

Já com os processos envolvendo Rafael Leão, Podence e Rúben Ribeiro, o vice-presidente do Sporting está mais reticente. Francisco Salgado Zenha diz mesmo que o Lille "não tem capacidade financeira para pagar os valores que o clube pede pelo passe de Rafael Leão".

Apelo à união sportinguista

Francisco Salgado Zenha faz um balanço positivo dos primeiros meses de liderança da recente direção do Sporting. Mesmo assim o vice-presidente pede mais união aos sportinguistas, e estranha que "existam alguns anticorpos internos, com tentativas de desestabilização mais internas do que externas", revelou o dirigente.

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