Momento histórico. Real Madrid e Eintracht Frankfurt encontram-se numa final europeia 60 anos depois

Comentador João Nuno Coelho recorda o confronto da final da Taça dos Campeões Europeus, em 1960, em que a equipa espanhola venceu por 7-3.

O primeiro troféu europeu de futebol da nova temporada vai ser entregue esta quarta-feira às 20h. Real Madrid e Eintracht Frankfurt jogam no Estádio Olímpico de Helsínquia, na Finlândia, num confronto pouco habitual nas grandes competições europeias. Só aconteceu uma vez, em 1960, e até hoje é considerado um dos melhores de sempre: a final da Taça dos Campeões Europeus, que terminou com uma vitória do Real Madrid por 7-3. O comentador da TSF João Nuno Coelho recorda o momento histórico.

"É uma final com características únicas. Para já porque foi disputada em Hampden Park, Glasgow, perante 127 mil pessoas. Falamos de um Real Madrid que já era quatro vezes campeão europeu, não havia outro. Tinha jogadores como Puskás, Di Stéfano e era realmente o grande dominador da Europa", conta João Nuno Coelho.

O Real Madrid até começou a perder, mas os golos de Di Stéfano e Puskás decidiram a final.

"Puskás tornou-se no único jogador até hoje na história a marcar quatro golos numa final da competição e é curioso porque, por causa dele, esta final quase não se realizava. O Eintracht Frankfurt e a federação alemã apresentaram um protesto porque o Puskás tinha, pouco tempo antes, dito que os jogadores alemães estavam dopados na final de 1954 contra a Hungria, na final do campeonato do mundo. A federação alemã exigiu um pedido de desculpas para que o Eintracht Frankfurt jogasse esta final e foi preciso o Puskás pedir desculpa publicamente para que a final se realizasse. Curiosamente foi o Puskás a grande figura da final com os tais quatro golos que decidiram a vitória na final da Taça dos Campeões Europeus em 1960", lembrou o comentador.

Para João Nuno Coelho, a diferença entre as equipas hoje é ainda maior.

"Duas equipas que têm poucos pontos de contacto. O Eintracht Frankfurt é uma equipa mediana para o nível alemão e do outro lado temos o atual campeão espanhol com todos aqueles craques que conhecemos: o Benzema, Vinícius, Modrić. São níveis completamente incomparáveis. Convém dizer que depois de se defrontarem em 1960 as equipas alemãs só voltaram a uma final da Taça dos Campeões em 1974 e na altura foi o Bayern que foi à final, ganhando três finais consecutivas entre 1974 e 1976", acrescentou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de