"O futebol é bom mas não é para pessoas sérias como eu..."

Está satisfeito com o trabalho de Luís Castro, mas admite que a continuidade depende de convites alheios. Francisco Carvalho, presidente honorário do Desp. Chaves, é o convidado do "Entrelinhas" de João Ricardo Pateiro.

O título deste artigo foi este um dos desabafos de Francisco Carvalho, o presidente honorário do Grupo Desportivo de Chaves, em conversa com João Ricardo Pateiro. Carvalho é o novo convidado do programa "Entrelinhas", que vai para o ar esta quarta-feira depois das 20h00.

Nesta conversa Francisco Carvalho fala também sobre a sua vida no mundo da música e espetáculo. É o dono da Espacial, editora discográfica que representa artistas como José Malhoa, Toy, Quim Barreiros e Ágata, com quem tem um filho chamado Francisco. Em tempos idos, Carvalho também agenciou Tony Carreira. Neste "Entrelinhas", Francisco Carvalho conta como conheceu Tony Carreira num bar do Luxemburgo e como construiu um império a vender cassetes e cd's. Aos 14 anos trabalhava como trolha, passou fome e é por isso que sabe dar valor ao dinheiro. Diz que ajuda muita gente.

Pegou no Chaves porque o clube ia acabar, estava falido. Não havia registos de nada. Disseram-lhe que um incêndio tinha destruído todos os documentos e garante que, com ele, não há incêndios. Ou seja, está tudo documentado. "É uma paixão de há muitos anos, porque a minha falecida mãe ia para todo o lado ver o Chaves. É desde miúdo..."

É benfiquista mas está de relações cortadas com Luís Filipe Vieira, que faltou à palavra sobre o empréstimo do jogador Carlos Ponck ao Chaves. Tinha uma ideia diferente de Luís Filipe Vieira, garante. Pelo contrário, Pinto da Costa foi uma agradável surpresa. Não gostava do presidente do Porto até o conhecer pessoalmente.

Francisco Carvalho diz ainda estar muito satisfeito com o trabalho de Luís Castro. O treinador tem contrato por mais uma temporada e a ideia da direção do GDC é continuar com o treinador, mas tudo vai depender dos convites que o técnico tiver.

Este homem considera-se cansado e quer deixar o futebol. "É muito trabalho. São 14, 15 horas. Nunca trabalhei tanto na minha vida como trabalho para o futebol. Sou o primeiro a chegar e último a sair", diz. Francisco Carvalho conta ainda que não permite que se insulte adversários, árbitros. Quem pisa o ris co paga a multa. "Eu não pago. Para sermos respeitados temos de respeitar."

E deixa claro: "O futebol é bom mas não é para pessoas sérias como eu. Eu sou sério de mais para estar no futebol".

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