O normal... entre a novidade e o de sempre!

Nos dias de hoje existe uma comparação corrente... entre a normalidade que nos habituamos a conhecer e o dito "novo normal" que temos de viver para encarar o novo mundo em que vivemos!

Dessa comparação, no dia de hoje, ressalta logo um nome: Pedro Gonçalves. O médio famalicense que, aquando da interrupção da prova, encontrava-se a um nível exibicional superlativo, parece não ter sentido a paragem, voltando a ser decisivo, determinante. No seu remate, esteve o êxito de uma equipa que confirmou os predicados do antigo normal. Estes passaram pela organização coletiva, pela vontade em sair a jogar e por artistas solidários e sempre prontos a sacrificarem-se pela equipa, como, essencialmente, durante a primeira parte do desafio, Fábio Martins demonstrou. Aliás, nesse período, terá remado quase sozinho contra a maré adversária, que não fosse "engolido" pela pressão do FC Porto, que na primeira parte poderia ter resolvido o jogo, ainda que Nuno Almeida e o VAR não tenham conseguido descortinar uma grande penalidade clara de Pepe sobre Diogo Gonçalves.

Porém, seria na segunda metade em que o cotejo entre o passado e o presente se viveria com maior acuidade.

Desde logo, o contacto com a nova situação. A realidade do erro, que, como bem sabemos, se o cometermos nos dias do corrente, poderá ser "a morte do artista". Neste caso, seria de Marchesin, que, tantas vezes foi determinante nos pontos ganhos pelo Dragão, a proporcionar um brinde que Fábio Martins não desaproveitou!

Contudo, nos homens de azul e branco, ainda há quem queira, o mais rápido possível, voltar à normalidade. Aquela vida a que todos estamos habituados. Tecatito Corona será dos elementos mais preponderantes dos homens da Invicta. O mais desequilibrador, mesmo a atuar a lateral, algo que lhe permite embalar de trás e tornar-se imparável! Seria dele o momento que colocaria o Dragão a expelir o fogo do êxito. O tento do empate a aproveitar as costas da defesa da equipa da casa demonstrou um facto que ocorreu durante todo o jogo: portistas a tentar colocar a bola rápido na área adversária, nas costas do último reduto famalicense, e estes a tentarem responder num jogo de compensações defensivas, que, na altura do empate, já obrigava a recorrer aos três centrais.

No entanto, o futebol, seja o do momento novo e surreal que vivemos ou o normal que sempre conhecemos, há de sempre ser uma caixinha de surpresas, ainda que os artistas estejam sempre mais próximos de ser felizes.

Pedro Gonçalves, como já dissemos, já de há muito, demonstrou ter arte nos pés. Magia. A classe do momento com que bateu Marchesin decidiu um jogo, em que os famalicenses demonstraram capacidade para continuar a perseguir um apuramento europeu.

Depois, seria o normal, em qualquer altura, de uma equipa que corre atrás do prejuízo. Jogo direto, Aboubakar em campo, numa homenagem à filosofia de Quinito de "meter toda a carne no assador", e que ainda foi protagonista de um lance duvidoso. Não obstante, a organização do Famalicão sobrepôs-se-ia à vontade do, ainda, líder do campeonato, para reafirmar a sua surpreendente candidatura europeia.

Logo no primeiro dia da retoma da Liga, cambalhota à vista, ou, amanhã, no desafio que poderá colocar o Benfica na liderança teremos mais uma ode dedicada ao "novo normal"?

* A Economia do Golo

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