Presidência do Sporting? "Questão não se coloca"

Miguel Poiares Maduro afasta especulação em torno de uma eventual corrida à sucessão de Frederico Varandas neste momento. Antigo ministro diz à TSF que "questão não se coloca", mas deixa conselho ao líder leonino: acabar com "modelo presidencialista".

É com um sorriso e com ironia que Miguel Poiares Maduro responde à especulação que tem surgido nos últimos dias sobre uma eventual corrida à sucessão de Frederico Varandas na liderança do Sporting.

"Na semana anterior em que o meu nome foi mencionado para o Sporting, foi mencionado para a Câmara Municipal de Lisboa, já foi mencionado, há uns meses, para [cabeça de lista] ao Parlamento Europeu... Vai ser difícil conciliar todas essas atividades", nota o antigo governante à TSF em resposta à notícia do Record que, esta semana, dava conta da vontade de um movimento leonino em tê-lo na cadeira de presidente.

Fora de brincadeira, Poiares Maduro nota que "não comenta esse tipo de especulações", até porque não faz sentido nesta altura por "não haver eleições previstas" para o clube. "Acho que a questão não se coloca, portanto, a minha prioridade é contribuir para o clube e para essa mudança no modelo de governo", diz.

E que mudança é essa no modelo de governo em Alvalade? Terminar com o "modelo presidencialista". É, de resto, um conselho que Poiares Maduro deixa a Frederico Varandas.

"Acho muito importante discutir no Sporting - e eu gostaria que esta direção percebesse isso - que o futuro para o clube passa por um modelo muito diferente da sua organização. Era fundamental uma separação clara entre o clube e a SAD, sou contra um modelo presidencial e, infelizmente, o presidente que foi eleito defendeu esse modelo presidencial, acho que com todos os problemas, ele queria ser o presidente, o diretor de futebol, mandar em tudo", nota Poiares Maduro.

E com esta opinião, o antigo ministro do governo de Passos Coelho vê uma oportunidade para que o atual presidente leonino consiga dar a volta por cima: "Gostaria que o clube mudasse desse modelo, até entendo que uma forma para Frederico Varandas superar estes problemas era ele próprio assumir o falhanço desse modelo e ser ele próprio a promover um novo modelo de organização do clube que separasse claramente aquilo que é a direção do clube, que deve representar as diferentes sensibilidades, e que depois representando as diferentes sensibilidades dos associados, escolha uma equipa altamente profissional para a gestão da SAD".

"Acho até que essa devia ser uma oportunidade para Frederico Varandas inverter o ciclo negativo em que o clube e ele próprio neste momento estão, era ele próprio assumir o falhanço desse modelo presidencialista e decidir que ele poderia ser o promotor de um novo modelo de governo para o clube", conclui Poiares Maduro.

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