"Temos a plena convicção de que vai ser possível jogar na presente temporada"

Em entrevista à TSF, Pedro Proença admite a possibilidade de realizar jogos à porta fechada para terminar a época do futebol português.

O Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Pedro Proença, admitiu esta terça-feira, em entrevista à TSF, a possibilidade de realização de jogos à porta fechada ou de torneios que permitam "condensar as competições".

A convicção do presidente da Liga de clubes é, no entanto, uma: "Vai ser possível ainda jogar na presente temporada."

Pedro Proença lembra que, com o fim da época marcado para 30 de junho, "temos três meses para retomar" o futebol nacional.

É "fundamental que as competições nacionais terminem as suas épocas desportivas", de forma a apurar quem vai jogar futebol a nível europeu, quem é campeão e quem sobe ou desce de divisão.

"Temos a plena convicção de que vai ser possível ainda jogar na presente temporada", garante Pedro Proença.

"Jogar à porta fechada é uma possibilidade"

Para cumprir este objetivo, Pedro Proença lembra que a realização de jogos à porta fechada é uma possibilidade, mas que "depende sempre das indicações das autoridades de Saúde", um cenário que foi equacionado ainda antes da declaração do estado de emergência.

"Jogar à porta fechada é uma possibilidade, assim como uma metodologia de torneio que permita condensar as competições", reconhece.

O cancelamento do Euro2020 permite "um alargamento do espaço desportivo de cerca de 45 dias", tempo esse que pode ser usado para retomar as competições.

Prioridade à saúde

No entanto, acabar a época vai depender de "um esforço de todos". Para já, revela Pedro Proença, "todos os cenários já estão montados" no que diz respeito ao futuro do futebol nacional.

A grande preocupação dos clubes é - e sempre foi, como fez questão de sublinhar - a "salvaguarda da saúde do povo português, atletas e agentes desportivos". Também por isto, Proença quis elogiar a "responsabilidade" dos clubes portugueses.

Liga discute futuro financeiro com parceiros

Fora do campo, a Liga espera poder "aliviar" o impacto financeiro desta paragem nos clubes, não adiantando para já "o grande número" que quantifica as perdas económicas.

"O futebol vai ter de regenerar-se, vai ter de reinventar-se no que diz respeito à dimensão económica", alerta Pedro Proença. Estão para já a ser criados, "planos de contingência" de forma a amenizar o impacto económico.

"Parceiros, sindicato, associações de treinadores e de árbitros estão a ser chamados", indica. A redução de receitas obriga o futebol a "colocar todas as hipóteses em cima da mesa"; sendo que se a retoma à normalidade tardar em aparecer, as empresas - que também as há no futebol - podem mesmo recorrer aos mecanismos disponibilizados pelo Governo, incluindo o lay-off.

Questionado sobre a chamada de atenção para a importância do futebol no início desta pandemia - e uma troca de argumentos com António Costa - Pedro Proença defende que este foi um dos desportos que conseguiu antever o que estaria para acontecer.

"O futebol, tendo esta importância, tem de ser tratado com respeito", reforçou o presidente da Liga.

Com o futebol profissional parado, decisão que diz ter sido "absolutamente histórica", Pedro Proença garante a expectativa atual é a de "podermos passar esta fase negra", para "voltar rapidamente às competições".

Esta quarta-feira, as federações vão reunir-se com a UEFA para "receber instruções".

Os campeonatos profissionais de futebol em Portugal estão parados desde 12 de março devido à pandemia de Covid-19 que se abate sobre todo o mundo.

Também o Euro2020 de futebol, que se realizaria em 12 cidades de 12 países foi cancelado. Os Jogos Olímpicos de Tóquio seguiram o mesmo destino, embora já tenham nova data definida: foram adiados por um ano, tendo início marcado para 23 de julho de 2021.

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