
CAP
A Confederação dos Agricultores de Portugal admite um protesto concertado com armadores e pescadores contra o aumento do preço dos combustíveis. João Machado, presidente da CAP, diz que o aumento do preço do gasóleo agrícola está a tornar a situação insustentável.
Em declarações a TSF, João Machado avisa que «a CAP já anda há mais de 15 dias a avisar que estes aumentos são disparatados e que não apoiam o sector primário que é a agricultura, que é fundamental para os portugueses».
«Por isso, estamos a pensar os timings para ver se e possível fazer uma acção conjunta com os pescadores», salientou.
João Machado salienta que «o gasóleo agrícola subiu exponencialmente desde Janeiro atingindo um valor máximo esta semana, mas curiosamente tem descido em Espanha».
Esta tarde, os armadores e os pescadores vão reunir com o ministro da Agricultura. Jaime Silva quer convencê-los a desistir da greve por tempo indeterminado que esta prevista para sexta-feira.
O presidente da Associação de Armadores, Humberto Jorge, deixa nas mãos no ministro a possibilidade de impedir este protesto. «Tem de haver cedências no sentido de permitir a viabilidade das empresas», salienta.
Caso a greve se confirme mesmo, há quem avise para o risco de faltar o pescado fresco no mercado português tendo em conta que também os pescadores espanhóis e franceses estão em greve.
Os empresários das grandes superfícies dizem-se preocupados mas José António Rousseau, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, garante que o abastecimento não vai ser afectado.
«Esta greve é um factor de preocupação mas não é dramático porque as empresas de distribuição tem formar alternativas e continuar a abastecer o mercado, através de outros fornecedores», salienta.