
Pedro Filipe Soares
O Bloco de Esquerda defende que sacrifícios dos portugueses e medidas extraordinárias estão na base do valor do défice de 2013. O PCP só comenta depois da divulgação oficial dos resultados.
Em declarações à TSF, Pedro Filipe Soares, líder da bancada parlamentar bloquista, defende que o resultado do défice de 2013 «é muito influenciado por medidas extraordinárias. No caso concreto de 2011 foi com a transferência de fundos de pensões da banca para o Estado; este ano será com o perdão fiscal - uma medida de caráter duvidoso porque cria uma desigualdade no sistema fiscal e na relação com a Segurança Social -, e com a não contabilização da injeção de dinheiro público no Banif».
O líder da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda considera ainda que o valor do défice de 2013 não representa uma melhoria signficativa das contas públicas. Este resultado, afirma, só foi possível à custa de um «brutal ajustamento fiscal que as pessoas sentiram como um roubo através de impostos na sua vida».
Contactado pela TSF, o PCP já fez saber que só se pronunciará sobre o valor do défice de 2013 depois da divulgação oficial.
Tal com a TSF revelou no início de dezembro, o défice público vai ficar entre os 4,6 e os 4,7% do PIB, abaixo do limite acordado com a troika devido ao bom comportamento da receita fiscal a partir do segundo semestre de 2013 e, acima de tudo, por causa do encaixe de 1253 milhões de euros com o chamado perdão fiscal.