
Créditos: Kirill Kudryavtsev/AFP (arquivo)
Os mercados estão atentos ao Irão, depois de o Presidente dos EUA ter garantido que o seu país tem uma "frota enorme" a dirigir-se para águas próximas da região
As principais bolsas europeias abriram esta sexta-feira com leves quedas, depois do desanuviamento geopolítico sobre o futuro da Gronelândia e da ameaça dos Estados Unidos ao Irão.
Cerca das 09h10 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,18% para 607,77 pontos.
As bolsas de Paris e Frankfurt desciam 0,12% e 0,05%, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 0,37% e 0,60%, respetivamente.
Londres era a exceção, já que subia 0,10%.
A bolsa de Lisboa invertia a tendência de abertura e negociava em baixa, com o principal índice, o PSI, a recuar 0,18% para 8.588,91 pontos, depois de em 16 de janeiro ter atingido 8.639,05 pontos, um novo máximo desde o início de 2010.
Os mercados estão atentos ao Irão na sequência da acalmia da situação na Gronelândia, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter garantido que o seu país tem uma "frota enorme" a dirigir-se para águas próximas do Irão e advertido Teerão para a necessidade de cessar a repressão contra a onda de protestos que abala o país persa.
Na Ásia, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou a subir 0,29%, influenciado pelos ganhos em Wall Street, mas prejudicado pela cautela perante a política monetária do Banco do Japão (BoJ), que manteve hoje as taxas de juros de referência de curto prazo em 0,75%.
Por sua vez, o índice de referência da Bolsa de Xangai ganhou 0,33%, o da de Shenzhen registou uma subida de 0,79%, o Kospi sul-coreano subiu 0,76% e o Hang Seng de Hong Kong avançava 0,39% pouco antes do final da sessão.
Wall Street fechou na quinta-feira com altas de 0,63% para o Dow Jones e de 0,91% para o Nasdaq.
Na quinta-feira, o Dow Jones terminou a avançar 0,63% para 49.384,01 pontos, depois de ter subido até 49.590,20 pontos em 12 de janeiro, um novo máximo desde que foi criado em 1896.
O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou a subir 0,91% para 23.436,02 pontos, contra o novo máximo de sempre, de 23.958,47 pontos, verificado em 29 de outubro.
Na agenda macroeconómica do dia, hoje serão conhecidos na Europa os PMI preliminares de janeiro da zona do euro, França, Alemanha e Reino Unido, bem como dos EUA.
As novas tensões, agora com o Irão, levaram novamente o preço do ouro a atingir antes da abertura da sessão um novo máximo histórico, com a onça a situar-se em 4.967,09 dólares, embora agora a subida tenha diminuído, enquanto a prata também conseguiu superar os 99 dólares, apesar de agora estar abaixo desse patamar.
O preço do ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, continuava hoje a avançar, com a onça a ser negociada a 4.923,42 dólares, um novo máximo de sempre, contra 4.904,62 dólares na quinta-feira.
A onça da prata também estava a subir, para 97,8050 dólares, novo máximo de sempre, contra 96,3171 dólares na quinta-feira.
No mercado de matérias-primas, o Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em março, está a subir 0,56% para 64,55 dólares, contra 64,06 dólares na sessão anterior, e o West Texas Intermediate (WIT), referência nos EUA, também avança, 0,67%, para 59,76 dólares.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha recuavam para 2,879%, contra 2,887% na quinta-feira.
A bitcoin cai 0,28% e está a ser negociada a 89.383,4 dólares.
O euro recuava para 1,1740 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1747 dólares na quinta-feira e o novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro do ano passado.
