
Belmiro Azevedo
Global Imagens/Ricardo Júnior
O presidente do Conselho de Administração da Sonae disse que o financiamento não está a chegar às empresas, sublinhando ser preciso falar de empresas competentes, independentemente da dimensão.
Em declarações aos jornalistas nas futuras instalações da Porto Business School, Belmiro de Azevedo lembrou que o problema do financiamento é a sua distribuição, tendo começado por ser canalizado para o Estado - que «não pode falir»-, seguindo-se a banca, «onde não convém que haja muitas falências», ainda que «algumas eventualmente limpavam um bocado o território».
«Quem não vive sem dinheiro é a atividade económica e, portanto, o dinheiro tem de estar aí e não chega neste momento», afirmou o presidente do Conselho de Administração do Grupo Sonae, que reafirmou a ideia de que o Governo devia «criar emprego barato, remunerar os mais capazes e pagar o satisfatório para as pessoas viverem aos menos capazes».
Belmiro de Azevedo salientou que é preciso falar de «empresas competentes» e não da dimensão das companhias: «Há pequenas empresas que são muito competentes e outras que não são. Há grandes empresas que são muito competentes e outras que não são».