
Cerimónia em Alverca, na OGMA
DR Embraer
A carta de intenções foi assinada esta quarta-feira pela empresa e pelo Governo, durante a cerimónia de entrega dos primeiros cinco exemplares A-29N Super Tucanos de 12 adquiridos há um ano para a Força Aérea Portuguesa, nas instalações da OGMA, em Alverca. O objetivo é responder às necessidades da NATO
A criação de uma fábrica de produção deste tipo de aeronave de ataque ao solo, os "Super Tucano", está prevista na carta de intenções assinada pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, e pelo presidente da Embraer, na cerimónia de entrega dos primeiros quatro exemplares. No total, serão 12 unidades, tal como previsto no contrato de aquisição firmado há um ano, com o objetivo de contribuir para o processo de modernização das capacidades aéreas de Portugal.
A construtora brasileira de aeronaves vai seguir um procedimento idêntico ao investimento que fez na zona de Évora, quando instalou a unidade produtiva do KC-390. Agora, tem interesse em estabelecer uma linha de montagem final do A-29N em Portugal.
As aeronaves produzidas nessa linha deverão atender à eventual procura de outras nações europeias, por meio de negociações de Governo a Governo, contribuindo para o fortalecimento da base industrial de defesa em Portugal e na Europa.
Para o ministro da Defesa, Nuno Melo, este tipo de aeronave revela "uma nova capacidade de ataque aéreo ao solo, com provas dadas, para apoio às Forças Nacionais destacadas, mas também para novos cenários, uma vez que o Super Tucano oferece a possibilidade de desempenhar missões de luta anti-drone, comprovando a sua flexibilidade".
Nuno Melo garante também que esta decisão de escolha da aeronave coube à Força Aérea, com decisões políticas apoiadas em pareceres técnicos.
O ministro sublinha que "além da substituição de meios de instrução de pilotagem em operação há quase quatro décadas, esta aquisição permite também o reforço de novas capacidades, nomeadamente no apoio aéreo próximo em operações conjuntas e/ou combinadas, assegurando a proteção armada das forças no terreno".
Para o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, general João Cartaxo Alves, "a Força Aérea volta a afirmar-se como referência entre forças congéneres, ao operar o primeiro A-29N Super Tucano com configuração NATO, garantindo a Portugal uma posição de vantagem estratégica e retorno para a economia nacional".
Já Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, afirma que a entrega dos primeiros A-29N Super Tucanos para a Força Aérea Portuguesa reforça e expande a parceria estratégica estabelecida entre o Estado Português e a Embraer, no âmbito do projeto do avião multimissão KC-390 Millennium.
"Existe um interesse crescente no emprego do A-29 em missões counter-UAS na Europa e uma potencial linha de montagem em Portugal abre caminho para o desenvolvimento de novos negócios e uma cooperação mais ampla com a indústria de portuguesa defesa", diz.
Com assinatura da carta de intenção, o gestor vinca a ideia de que Portugal junta-se agora a uma lista crescente de nações que aproveitam as capacidades comprovadas do A-29 para os mais variados tipos de missões e "a entrada em serviço da aeronave reforça o compromisso da Embraer em apoiar os aliados da NATO com soluções confiáveis e inovadoras".
O Super Tucano é líder global na sua categoria, tendo sido selecionado por 22 forças aéreas no mundo todo e acumulado mais 600.000 horas de voo.
A aeronave tem despertado o interesse de diversas outras nações devido à combinação incomparável de capacidades, tornando-o a opção mais eficiente do mercado.
Para forças aéreas que buscam uma solução comprovada, abrangente, eficiente, confiável e económica numa única plataforma, juntamente com grande flexibilidade operacional, o A-29 Super Tucano oferece uma ampla gama de missões, como Treinamento Avançado de Pilotos, CAS, Patrulha Aérea, Interdição Aérea, Treinamento JTAC, IVR Armado, Vigilância de Fronteiras, Reconhecimento e Escolta Aérea.
O A-29 Super Tucano é a aeronave multimissão mais eficaz na sua categoria, equipada com tecnologia de ponta para identificação precisa de alvos, sistemas de armas e um conjunto abrangente de comunicações. A sua capacidade é aprimorada por sistemas aviónicos com avançada interface homem-máquina (HMI) integrados a uma estrutura robusta.
O avião de ataque leve e treino avançado é capaz de operar em pistas não pavimentadas, em ambientes austeros e com pouca infraestrutura.
Além disso, tem requisitos de manutenção reduzidos, oferece altos níveis de confiabilidade, disponibilidade e integridade estrutural, com baixos custos operacionais, remata a empresa em comunicado.
