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A Unidade Técnica de Apoio Orçamental indica que sete das empresas públicas que passaram a contar para o défice e para a dívida pública, podem agravar o défice em 1,2 mil milhões de euros.
De acordo com os cálculos da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), a Estradas de Portugal é a empresa que mais contribui para o peso, com um saldo global negativo que ultrapassa os 532 milhões de euros.
Depois vem a REFER e em terceiro, das que mais vão pesar no défice, está a Parvalorem, um dos veículos financeiros criados para assumir activos tóxicos do BPN.
Nesta lista de pesos pesados para o défice ainda se encontra o Metro de Lisboa, o Metro do Porto e a Parque Escolar 79,7 milhões de euros.
A Unidade Técnica de Apoio, aos deputados da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças, diz também que grande parte da despesa do Estado vai para os empréstimos de médio/longo prazo às empresas públicas.
A Estradas de Portugal será a que mais empréstimos vai receber do Tesouro, com mais de 912 milhões de euros, seguida do Metro de Lisboa, a REFER e o Metro do Porto.
Quanto aos cortes na despesa, e analisada a proposta de Orçamento para 2012, a UTAO conclui que a maior fatia cai sobre as despesas Sociais, ou seja, os cortes na Educação, Saúde, Segurança e Acção social contribuem com mais de três mil milhões de euros para reduzir a despesa.
Sendo que a área social que mais sofre o corte na despesa é a Educação, com menos mil 550 milhões de euros.