Raul Almeida, da Comissão de Trabalhadores da empresa, explicou que a administração continua a não dar garantias sobre o pagamento de salários em atraso.
Os trabalhadores da Cerâmica Valadares decidiram continuar a bloquear as entradas e saídas da empresa por tempo indeterminado já que ainda não há certezas sobre o pagamento dos salários em atraso.
Numa reunião de três horas realizada esta sexta-feira e que juntou representantes de trabalhadores, da Autoridade das Condições de Trabalho e da empresa, Raul Almeida disse que a administração da cerâmica tinha dado «garantia zero» sobre pagamentos.
«A administração tentou por todos os meios demover-nos de todas as maneiras para nós desbloquearmos os portões e queria, trocando por miúdos, que trabalhássemos de borla», acrescentou este elemento da Comissão de Trabalhadores da empresa.
Perante os salários que continuam em atraso, o sindicato que representa estes trabalhadores explicou que, por si, os portões da empresa não se abriam, uma posição que foi apoiada no plenário realizado esta sexta-feira.
«Ou a administração paga o que deve aos trabalhadores e apresenta um investidor concreto ou então os portões mantêm-se fechados», concluiu.