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Na semana em que vai ser conhecido o relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao colapso do Banco Espírito Santo, a TSF tenta antecipar aquelas que poderão ser as principais conclusões das mais de trezentas horas de audição.
Ao longo de seis meses, as jornalistas da TSF Ana Catarina Santos e Judith Menezes e Sousa acompanharam em permanência esta que foi a mais mediática das Comissões de Inquérito.
Foram ouvidos mais de 50 depoimentos, chegaram ao Parlamento centenas de documentos e, seis meses depois, ficou mais clara a anatomia da queda de um dos maiores bancos portugueses e do império Espírito Santo com mais de 150 anos.
Esta segunda-feira, 13 de abril, na primeira parte do trabalho especial, a jornalista Ana Catarina Santos vai à raiz do problema - a ligação fatal entre Banco e Grupo Espírito Santo.
Os responsáveis, os factos provados e não provados, as contradições, onde está o dinheiro, a explicação sobre a cascata de holdings que se transformou num labirinto indecifrável, os problemas no Conselho Superior e na família Espírito Santo, a ocultação de passivo da ESI, e ainda o negócio entre a Portugal Telecom e a holding Rio Forte, recordando o episódio da inesquecível passagem de Zeinal Bava pela CPI.
A TSF sintetiza o essencial de seis meses de trabalho, trezentas horas de audições levadas a cabo por vinte e três deputados, de todos os partidos políticos, resistentes às longuíssimas maratonas de trabalho. Cinquenta e cinco testemunhos presenciais, dezasseis depoimentos por escrito, oito mil páginas de transcrições, centenas de auditorias, relatórios, documentos, cartas, etc., numa Comissão de Inquérito histórica à procura da verdade, em que nunca houve apenas uma verdade.