
Nuno Veiga/Lusa
Menos vezes, mas mais de cada vez. É a conclusão de um estudo a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição sobre os hábitos de consumo de combustíveis dos portugueses entre janeiro e março deste ano.
O volume de vendas do mercado de combustíveis para particulares caiu 10,7% no 1º trimestre de 2015 em relação a igual período do ano passado.
Verificou-se uma quebra no número de abastecimentos (-6,7%) e do preço médio (-12,5%), mas um aumento de 10% no volume médio de litros abastecidos em cada ida ao posto de combustível. No primeiro trimestre de 2015, ainda sem estar em vigor a nova legislação, o preço médio praticado pelas empresas de distribuição moderna é inferior em 9 cêntimos ao preço praticado pelas empresas petrolíferas.
A APED, Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, considera que essa descida se pode explicar em boa medida pela crise e pelo fraco poder de compra dos portugueses, que procuram transportes alternativos ao carro particular e compram menos gasolina e gasóleo.
Segundo Ana Trigo Morais, secretária geral da APED a descida de 10, 7% no consumo de combustíveis é também acompanhada por uma descida de 6,7% no número médio de abastecimentos.
No entanto, quem se abastece de gasolina ou gasóleo coloca mais litros de combustível nas suas viaturas, uma média de mais 10%.
Neste estudo encomendado pela APED não são ainda visíveis os efeitos da nova legislação sobre combustíveis low cost das grandes petrolíferas, visto referir-se apenas ao primeiro trimestre.
Apesar disso, de janeiro a março os hipermercados continuam a liderar as vendas. Neste período de tempo, relativamente ao ano passado, os preços cairam 13,8% e nas grandes petrolíferas 11,7%.
No primeiro trimestre deste ano, no que diz respeito à venda de gasolina, os hipermercados tinham uma quota de mercado de 27,6 ,logo seguidos da Galp com 23,9% e da BP com 19,6%.