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O presidente da Reserva Federal norte-americana (FED) defendeu que um ajustamento «prematuro» da política monetária expansionista nos EUA «poderia abrandar a recuperação económica».
«Um ajustamento prematuro da política monetária poderia levar a subidas das taxas de juro, mas também levaria a um risco substancial de abrandar ou finalizar a recuperação económica e causar uma maior queda da inflação», afirmou Ben Bernanke, perante do Comité Económico do Congresso norte-americano, em Washington.
Atualmente, a Fed injeta todos os meses 85 mil milhões de dólares em liquidez no circuito financeiro.
O crescimento económico continua a progredir a um «ritmo moderado», de 2,5% ao ano no primeiro trimestre, afirmou Bernanke, acrescentando que o mercado de trabalho permanece «fraco», apesar de apresentar «melhorias».
O presidente da Fed referiu ainda que, «nos próximos anos», a inflação deverá permanecer em torno ou abaixo dos 2%, que é o objetivo fixado pela Reserva Federal para promover tanto o emprego como a estabilidade de preços.
Referindo uma eventual «recalibragem» das recompras de ativos, que têm permitido injetar liquidez no sistema financeiro para apoiar a atividade económica do país, Bernanke afirmou que «o comité monetário vai continuar a avaliar o grau de progresso» da economia para decidir abrandar ou não esses mecanismos.
A próxima reunião do comité monetário da Fed está prevista para os dias 18 e 19 de junho.