
Lisboa, 21/01/2016 - A Ministra da Presidência, Maria Leitão Marques e o Ministro das Finanças, Mário Centeno, apresentaram esta noite em conferência de Imprensa na Presidência do Conselho de Ministros, as linhas gerais do "draft" do Orçamento de Estado que segue amanhã para avaliação em Bruxelas. Mário Centeno ( Pedro Rocha / Global Imagens )
Pedro Rocha / Global Imagens
Ministro das Finanças relembra a importância e impacto do euro nos últimos 20 anos.
O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, considerou, este domingo, o euro como "um dos maiores sucessos europeus", assumindo, contudo, que a resiliência da moeda única requer "esforços permanentes" de reforma, nomeadamente através do aprofundamento da União Económica e Monetária.
Por ocasião do 20.º aniversário do 'nascimento' do euro, o presidente do fórum dos ministros das Finanças da zona euro elegeu a moeda única como "um dos maiores sucessos europeus".
"A sua importância e o seu impacto durante as duas primeiras décadas da sua história são incontestáveis, mas o seu futuro permanece por escrever. A responsabilidade que pesa sobre nós é, assim, histórica", evidenciou, em comunicado.
Para Mário Centeno, que quando assumiu a presidência do Eurogrupo apontou a reforma da zona euro como a grande prioridade do seu mandato, "o euro e a cooperação económica a que ele obriga evoluíram com o passar do tempo", o que permitiu aos países da moeda única ultrapassarem as dificuldades sentidas sobretudo durante a crise.
"O caminho percorrido desde o lançamento do euro é considerável e as alterações de relevo que foram introduzidas no rescaldo da crise ajudaram-nos a superar os obstáculos. No entanto, este trabalho não está concluído, requer sim esforços permanentes de reforma, seja a conjuntura favorável ou desfavorável", argumentou.
O presidente do Eurogrupo frisou que não deve subsistir qualquer dúvida sobre a vontade de reforçar a União Económica e Monetária.
"Devemos estar preparados para o que o futuro nos reserva -- devemo-lo aos nossos cidadãos", concluiu.
Centeno é o 'maestro' que tem conduzido a 'batuta' da reforma da zona euro: em 04 de dezembro, foi a sua voz que anunciou um acordo entre os ministros das Finanças europeus, após 18 horas de negociações, e dez dias depois foi a ele que os líderes europeus concederam "um mandato muito claro" para trabalhar numa capacidade orçamental própria para a convergência na zona euro.
Do "pacote abrangente para fortalecer ainda mais a União Económica e Monetária", acordado a nível dos ministros das Finanças em 04 de dezembro e validado pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia na cimeira do euro, constam o desenvolvimento dos instrumentos e do papel do Mecanismo Europeu de Estabilidade -- e a sua cooperação reforçada com a Comissão Europeia -- e a operacionalização do 'backstop' para o Fundo Único de Resolução.
O aprofundamento da União Económica e Monetária tem o propósito de aumentar a resiliência da moeda que nasceu em 01 de janeiro de 1999, por iniciativa de um conjunto de 11 países fundadores, entre os quais Portugal, tornando-a menos suscetível a choques em tempos de crise.