Numa conferência, este ex-ministro das Finanças explicou que sem as obrigações europeias não será possível «aliviar a pressão dos mercados».
Teixeira dos Santos disse «acreditar» que a Europa acabará por ter "eurobonds" sob pena de os mercados manterem a pressão sobre os países «mais fracos», como Portugal.
Numa conferência promovida pelo Instituto de Defesa Nacional, este ex-ministro das Finanças explicou que esta pressão «vai derrubando todos, um a um» e que depois da Grécia, Irlanda e Portugal, a «Espanha está na berlinda, a Itália e outros virão a seguir».
Segundo Teixeira dos Santos, o problema é que os países ricos, que podem viabilizar essas obrigações comuns, exigem, que o risco de falência de um Estado-membro da União Europeia esteja «devidamente controlado e monitorizado, porque senão não vão passar um cheque em branco».
«Não aliviaremos a pressão dos mercados» enquanto a União Europeia não dispor deste «meio de financiamento» para combater a crise das dívidas soberanas e o assédio feito pelos mercados, acrescentou.