
EDP
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O Governo aprovou, esta quarta-feira, em conselho de ministros, a sétima fase de privatização da EDP, em causa estão 157 milhões de euros em ações que ainda estão nas mãos da Parpública.
Em 2007, a Parpública, a entidade através da qual o Estado tem participações em empresas privadas, precisou de emitir obrigações, ou seja, de pedir dinheiro emprestado, e decidiu lançar uma linha com maturidade (prazo de validade de 2014).
Isto significa que seria nessa data que os detentores dos títulos receberiam o dinheiro de volta, acrescido de juros.
Mas acontece que a Parpública tinha ainda uma participação na EDP, um conjunto de 157 milhões de ações e estes títulos tinham uma característica especial: a meio caminho, em dezembro deste ano, os detentores podem escolher entre manter as obrigações até 2014 ou trocá-las por ações da EDP.
Se ninguém as trocar, a Parpública fica com as ações e o Governo pode avançar com a sétima fase da privatização da EDP, num calendário ainda a definir.
Se todos as trocarem, a Parpública fica sem nenhuma e a operação fica sem efeito, porque as ações já estarão nas mãos de privados.
Os 157 milhões de ações representam 4,14% do capital da EDP. Ao valor do fecho desta quarta-feira estamos a falar de qualquer coisa como 330 milhões de euros.