O primeiro-ministro está disponível para sentar-se à mesa com os parceiros para falar sobre o pós-troika.
Arménio Carlos, da CGTP, deu conta dessa abertura no final do encontro com Passos Coelho para discutir o próximo Conselho Europeu.
Um convite indireto, nota a UGT. Lucinda Dâmaso dá conta da disponibilidade da central sindical para fazer parte da solução.
O primeiro-ministro disse ainda aos parceiros que quer colocar a discussão sobre o salário mínimo nacional na agenda da concertação, sublinhou António Saraiva, da CIP.
Não é certo se o tema será abordado antes ou depois do fim do programa de ajustamento. A CCP pela voz de João Vieira Lopes coloca uma data em cima da mesa.
«Gostaríamos que fosse tomada uma decisão sobre o salário mínimo nacional até outubro para que as empresas quando renovam os contratos de prestação de serviços em áreas que vão da segurança, a limpeza e restauração, possam programar os orçamentos dos próximo ano tendo em conta o salário mínimo nacional», adianta.
Os parceiros sociais saíram da reunião com o primeiro-ministro sem saber quando é que o Governo quer discutir o salário mínimo nacional.