Imposto sobre transacções financeiras não precisa ser universal, defende Bill Gates
Num relatório feito pelo antigo presidente da Microsoft para o G20, este multimilionário lembra que um acordo sobre uma taxa deste género «poderia gerar recursos substanciais».
O multimilionário Bill Gates entende que um imposto sobre as transacções financeiras não precisa de ser universal e poderia trazer recursos substanciais.
De acordo com um relatório feito pelo ex-presidente da Microsoft para o G20 e a que a AFP teve acesso, já existem formas de de taxar transacções financeiras, como, por exemplo, na Índia e no Reino Unido.
«Se os membros do G20 ou um outro grupo de Estado, por exemplo, no seio da União Europeia, chegar a acordo sobre os contornos de uma taxa sobre as transacções financeiras isso poderia gerar recursos substanciais», acrescenta o documento.
Este relatório refere ainda que uma «taxa reduzida» de 0,01 por cento sobre as acções e de 0,02 por cento sobre as obrigações «representaria cerca de 48 mil milhões de dólares se fosse adoptada ao nível do G20 ou nove mil milhões de dólares se fosse criada entre as principais economias europeias».