
A JSD exigiu hoje ao Governo que aumente a equidade na distribuição dos sacrifícios através do corte na despesa pública e que acabe com os interesses instalados na máquina do Estado.
O líder dos "laranjinhas", Duarte Marques, ficou decepcionado com as medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira por Passos Coelho.
«Exigimos nesta fase ao primeiro-ministro e ao Governo que apresente um esforço de equidade semelhante da parte do Estado. Estas medidas não podem ficar sozinhas, se é necessário tomar medidas destas tão drásticas que prejudicam a vida das pessoas, é preciso que o Governo tenha a força e a coragem de acabar com determinado tipo de interesses instalados na máquina do Estado», defende.
A JSD defende «um corte equivalente no Estado aquele que é feito para os privados e as pessoas» e a possibilidade de ser aplicado um imposto extraordinário às empresas beneficiadas por rendas excessivas.
A JSD recusa «mais cortes na saúde e na educação», mas considera que existem áreas que podem ser emagrecidas como as Forças Armadas.
A JSD propõe também a «renegociação das parcerias público-privadas rodoviárias de forma determinada e irreversível com a possibilidade, no limite, de criação de um imposto extraordinário para as empresas beneficiadas por rendas excessivas nos setores da energia, imobiliário com arrendamentos de instalações e concessões rodoviárias».
A concessão de alguns serviços administrativos, a fusão de todas as empresas públicas de transportes, a extinção e retirada de benefícios fiscais a uma parte das fundações e a eliminação de empresas públicas são outras medidas sugeridas pela JSD, que propõe ainda a construção de um Orçamento do Estado de base zero para 2015.
Segundo a organização de juventude do PSD, também do lado da receita devem ser adotadas novas medidas, no sentido de uma maior «equidade fiscal», como o «agravamento do imposto dos recibos verdes nos escalões mais elevados», por estes trabalhadores não estarem abrangidos pelo aumento das contribuições para a Segurança Social.
Para além disso, os jovens sociais-democratas pedem ao Governo que reconsidere o «aumento brutal» em curso do IMI e que avance com «soluções para o apoio suplementar a casais com filhos nascidos no exercício de 2012 ou 2013».