Num texto publicado na página da CMVM, a auditora da KPMG, Sílvia Gomes, lembra que não se sabe o impacto da situação no BES Angola, bem como os prejuízos e contingências das dívidas das empresas do Grupo Espírito Santo.
A auditora KPMG confirmou que se recusa a validar as contas do primeiro semestre de 2014 do antigo BES que indicavam um prejuízo de quase 3,6 mil milhões de euros.
Num texto publicado na página da CMVM, no fim do relatório semestral, a auditora da KPMG diz que não está em condições de «expressar» uma opinião sobre as contas de janeiro e junho de 2014.
Silvia Gomes entende que os valores que estão no relatório não permitem ter uma informação adequada sobre a situação financeira e operações do BES.
Entre os problemas está o facto de não se saber o impacto da situação no BES Angola e os prejuízos e contingências da dívida das empresas do Grupo Espírito Santo que foi vendida aos clientes nos balcões do BES.
A KPMG indicou ainda que não são conhecidos os critérios e bases de avaliação dos ativos e passivos do BES que passaram para o Novo Banco.