O investigador José Matos explica que a fórmula inclui quocientes não necessários e que os prémios e multas às concessionárias não são calculados na mesma escala. Contactado pela TSF, o Ministério da Economia diz este contributo pode ser enviado às comissões de revisão dos contratos das PPP.
Um investigador suspeita que as fórmulas utilizadas nos cálculos das Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias podem estar a influenciar as transferências para as concessionárias das ex-SCUT.
Em declarações à TSF, o matemático José Matos entende que a «fórmula tem lá uns quocientes que não eram precisas e que parece que estão lá de propósito para complicar».
«Contas de dividir em geral não são feitas de forma exata», acrescentou o investigador, que recordou que por vezes o resultado acaba numa «dízima infinita» e obriga a arredondamentos.
José Matos recordou que «arredondamentos feitos de forma diferente pode dar resultados diferentes, isto porque estes quocientes são multiplicados por valores que são das centenas de milhar de euros».
O matemático explicou ainda que «está previsto na lei que quando os índices de sinistralidade são baixos a concessionária recebe um prémio, quando são altos recebe uma multa».
«À partida isto não é nada estranho, mas depois os prémios e as multas não são calculados na mesma escala, sendo que os prémios são muito maiores que as multas», adiantou.
Apesar disto, e como ainda não recebeu os valores exatos dos pagamentos já feitos pelo Estado às concessionárias das antigas SCUT, ainda é cedo para concluir qual das duas partes está a ser prejudicada.
Fonte do Ministério da Economia disse à TSF que este contributo
pode ser enviado às comissões de revisão dos contratos das PPP, criadas no âmbito do processo de revisão desses contratos, desencadeado por este Governo.
Notícia atualizada às 9h41