
As misericórdias afirmam que têm cada vez maior dificuldade, alertando que estão no limite para dar resposta a tantos pedidos de ajuda.
À conta da crise, as misericórdias dizem que começam a não ter capacidade para responder a todos os pedidos de ajuda. É uma apreensão que certamente estará em destaque no encontro que hoje começa no Porto e que reúne misericórdias nacionais e estrangeiras.
Manuel Lemos, o presidente da União das Misericórdias, afirma que a maioria está no vermelho e explica porquê.
«Procuram-nos os que sempre nos procuraram, as crianças, os doentes, os idosos e deficientes mas agora há um novo perfil de pessoas que nos procuram, os desempregados de longa duração, há famílias inteiras de pessoas que estão desempregadas e vão pedir comida às nossas casas, pedem também apoio para os livros dos filhos e nós não temos recursos para isso», afirma Manuel Lemos.
Este responsável adianta ainda que de um modo geral começa a não haver recursos que cheguem para responder a todas as solicitações.