
António Mota, antigo presidente da Mota Engil
Foto: José Coelho/Lusa (arquivo)
Tinha 71 anos
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Morreu aos 71 anos António Mota, antigo presidente da construtora Mota-Engil. A notícia foi confirmada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, através de uma nota publicada no site da Presidência.
"António Mota marcou o mundo empresarial e a sociedade portuguesa em geral. Deu continuidade à obra de seu Pai Manuel António da Mota e projetou-a em todos os continentes, criando um dos mais poderosos, conhecidos e influentes grupos da nossa economia", lê-se na nota do chefe de Estado.
O Presidente da República elogia "a empatia, a humanidade, o dinamismo, a simplicidade e a eficácia" de António Mota. "Sem ele, as últimas décadas da nossa economia teriam sido diferentes", defende Marcelo Rebelo de Sousa.
António Mota liderou a Mota Engil durante quase três décadas, entre 1995 e 2023.
O Grupo Mota-Engil recorda António Mota como um "líder histórico", "carismático", um "empresário visionário" e um "homem de enorme humanidade". "O Grupo Mota-Engil vem informar com o mais profundo pesar e consternação que faleceu hoje de manhã [este domingo], na cidade do Porto, o engenheiro António Mota, líder histórico do grupo [do qual] assumiu a presidência durante mais de 27 anos, entre 1995 e janeiro de 2023", lê-se num comunicado divulgado este domingo.
António Mota é também apontado pela Mota-Engil como "um exemplo maior na capacidade de inspirar equipas, criando relações de proximidade e respeito com as diferentes gerações que foi acolhendo no seio da empresa".
A sua "visão estratégica", a "dedicação de toda uma vida a um legado que havia recebido do seu pai" e a "coesão inabalável" criada "através do apoio incondicional das suas irmas" e da "capacidade e dedicação" de todo o grupo são destacados como os valores que permitiram "transformar a Mota-Engil num dos maiores grupos económicos portugueses e uma referência mundial do setor da engenharia e construção".
"Hoje é um dia em que sentimos uma enorme perda pela pessoa extraordinária que foi, é e será sempre em cada um de nós o engenheiro António Mota, uma combinação rara de elevada exigência e de uma humanidade sempre presente", lê-se no comunicado.
Enquanto "referência maior na família Mota-Engil", António Mota gostava de ser tratado como "o mais velho", uma distinção que - de acordo com a nota - "conheceu em Angola na sua juventude e que hoje representava exemplarmente como a voz sempre presente, com a experiência e o conhecimento profundo do que sabia ser o melhor para o grupo e para cada um".
Instando os mais de 52.000 colaboradores do Grupo Mota-Engil a "saber honrar e dar a devida continuidade" ao legado de António Mota, a administração da empresa termina transmitindo "as mais sinceras condolências" à família do empresário.
