O secretário-geral do PS mostra-se «surpreendido» com as declarações de Vítor Bento e defende que «não podem ser os mais vulneráveis a pagar os erros dos administradores e dos acionistas.
O secretário-geral do PS mostrou-se hoje contra uma possível redução de postos de trabalho na sequência do plano de reestruturação do Novo Banco, afirmando que não podem ser os «mais vulneráveis» a pagar os prejuízos.
«Não podem ser os mais vulneráveis a pagar os erros dos administradores e dos acionistas, isso é que é inaceitável. Então agora os administradores cometeram erros e são os trabalhadores que vão pagar, vão ser os responsáveis?», questionou António José Seguro.
O secretário-geral socialista, que falava aos jornalistas em Nisa (Portalegre) à margem de um encontro com simpatizantes e militantes do PS, sublinhou ainda que os pequenos acionistas ou os contribuintes não podem ser responsabilizados neste caso, mostrando-se, por isso, «surpreendido» com as declarações de Vítor Bento que, em entrevista à SIC, afirmou que está a preparar uma reestruturação no Novo Banco.
«Parece-me surpreendente que a primeira declaração seja nesse sentido, as partes mais vulneráveis não podem ser eles, em primeira instância, a ter que pagar esta situação e, sobretudo, com o elevado número de desempregados que há no nosso país», disse António José Seguro.
Para o dirigente socialista existe uma »crise de confiança» no país e no regime, considerando ainda que os portugueses estão «desiludidos» com a política, «não acreditam» nas instituições e na justiça e que agora tiveram «mais uma surpresa» e «mais uma razão» para «desconfiar» do sistema bancário.