
Pedro Passos Coelho
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O primeiro-ministro afirmou hoje que o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, tomou «boas decisões» no caso BES e que o Governo tem feito tudo para «minimizar os riscos» e «promover uma boa venda do Novo Banco».
Pedro Passos Coelho admite que a situação que envolve o antigo Banco Espírito Santo (BES) não ajuda o Governo a caminho de eleições, ainda assim o primeiro-ministro garante que o Executivo está a dar todo o apoio ao governador do Banco de Portugal (BdP) para que a situação seja resolvida.
«Gostaríamos que tal não tivesse acontecido. Os portugueses não o mereciam. Mas também [é uma situação que] não ajuda um Governo que tem eleições daqui a um ano», afirmou o primeiro-ministro.
Passos Coelho, em declarações esta manhã aos jornalistas, em Lisboa, elogiou o governador Carlos Costa por não ter arrastado a resolução do caso e sublinhou que a ideia principal é tentar minimizar os riscos para que seja possível fazer «uma boa venda do Novo Banco».
O Governo «fez tudo o que estava ao nosso alcance para dar todo o apoio ao governador do Banco de Portugal nas boas decisões que tem vindo a tomar, minimizar riscos e promover um boa venda do Novo Banco, que agora está filiado no fundo de resolução mas que precisa de um comprador», afirmou.
Passos disse ainda que o BdP atuou bem relativamente ao BES e quando decidiu fazer a resolução do banco teve «100% de apoio do Governo», pelo que, acrescentou, «agradecemos ao senhor governador [Carlos Costa] por não ter andado a tapar o sol com a peneira ou a empurrar [o problema] com a barriga para a frente como eventualmente se fez no passado».
Agora, sublinhou Passos Coelho, no que respeita ao Novo Banco, «é preciso saber quanto vale», até porque «quanto mais tempo decorrer mais riscos serão enfrentados», pelo que «todo o sistema financeiro, que suportará esses riscos, tem também interesse em que este processo não se arraste», afastando por isso qualquer relação com as legislativas de 2015. «A preocupação é apenas a de garantir que o sistema financeiro suporte o menor risco», garantiu.
O primeiro-ministro lembrou ainda que no caso BPN foram os cidadãos, através dos impostos, quem suportou os custos, «este caso serão os bancos, através do fundo de resolução. Por isso precisamos de bancos saudáveis e de que este processo se desenvolva da forma mais expedita possível».